segunda-feira, 7 de março de 2011

[Bem me quer #1]

E quem diria
à minha consciência
que o meu primeiro palpite era o certo!?
Aquele a quem de imediato me encantou os olhos
e preencheu minhas hipóteses
fora também o que se revelou pra mim
tão comum ao que eu também sinto.
Mas não se faz necessário me compor uma canção, eu
não quero ficar grudada em uma composição.
Prefiro a liberdade de ser uma coisa
e depois outra
e ainda assim sermos sempre eu e você!
Quero ser tuas páginas prediletas
do livro que fala da elegia de Donne
e sempre que te vê
queimar minhas mãos na felicidade.
Quero usar roupas novas que as do passado não nos serve mais!
Sei que é Carnaval
mas eu não tou afim de pular por aí
almejo só que você me abrace e me beije bem devagar,
que é pra eu ter tempo, tempo do meu corpo testemunhar
o bem que você me faz.


Laryssa

domingo, 27 de fevereiro de 2011

minha consciência sugere

Bob Marley disse uma vez que: são as atitudes e não as circunstâncias que determinam o valor de cada um. O que você diz, com todo respeito, é apenas o que você diz. Quando leio isso penso que realmente ele tinha razão. Quantas vezes falei coisas que soaram tão magníficas e por dentro eu matutava comigo mesmo em como estava sendo falsa.
Inúmeras vezes toquei o coração das pessoas com minhas palavras, mas ao voltar pra casa eu nem me lembrava do que tinha dito. Meditei, nesse não fazer nada desse final de semana, em porque eu agi assim, em qual razão me levava a ser tão desprezível? Cheguei ao esboço de uma conclusão, percebi que não é com tudo, nem com todos, que eu não sou confiável, mas apenas com aquilo que pra mim tem pouco valor, ou não estou emocionalmente envolvida. Não demorei muito pra entender que dedico o pior de mim para os homens. Não fui sempre assim, na verdade fui ao contrário a maior parte de minha existência, fui a parte que se doava mais, que acreditava em tudo, que se dedicava, que agia sinceramente pelo bem do outro... fui assim e algumas vezes fui recompensada com o mesmo que me doei, mas na maior parte das vezes... fui tratada como boba e acho que isso me magoou, de uma forma errada aprendi que para ter alguém eu não podia ser eu mesma, não podia agir com doçura... acho que foi dessa percepção triste e imatura que comecei a tratá-los com arrogância, desconsiderando seus sentimentos, e subestimando a sua capacidade em perceber que eu não era amável de fato.
Achei que se eu não acreditasse neles, nunca me entregaria completamente, nunca entregaria o meu coração e assim, não me machucaria mais e mais... de fato funcionou, funcionou para alguns idiotas, que eu deveria até ter sido pior. Mas nem todo mundo é um idiota, e talvez o meu erro maior foi ter tratado a todos como igual. Ninguém é igual a ninguém. Ninguém vai me amar como você me amou, muito menos me odiar ou me querer de um mesmo modo e embora eu já soubesse disso... só agora entendo que é verdade.
Outra coisa que me fez agir assim nos últimos tempos foi a minha necessidade em me descobrir, precisei, ou pelo menos senti que precisava, fazer algumas coisas, que precisa passar por umas experiências, e não me arrependo, talvez eu faria tudo de novo... digo talvez porque na vida não temos certeza de nada. Decidir o que quero sempre foi um problema pra mim, talvez porque eu quero muitas coisas, ou talvez porque eu idealizo demais as coisas. Outro dia vi na TV um homem falando que as mulheres nunca querem o que realmente dizem, e começo a suspeitar que isso é verdade. Antes o meu ideal de homem era alguém legal, que gostasse de viajar, com um bom relacionamento familiar, evangélico e ambicioso. Hoje percebo que quase tudo acima da lista é bobagem, eu só quero um homem que me faça sentir desejo e admiração por ele. E quando digo isso já caio no que o carinha disse na TV, nem isso é realmente o que quero.
É aí que a minha consciência sugere:
-Que tal, Laryssa, você arrumar as coisas da sua mudança, ir pra aula e prestar atenção em tudo que os professores falarem, assistir filmes apenas por hobby e não como um exemplo de histórias românticas e perfeitas e dá uma chance pra alguém que realmente queira fazer você feliz?
-Sugestão aceita.

Laryssa

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Retratação

"-Você às vezes fala umas coisas bonitas, mas age diferente. Eu nem falo tanto, mas não faço certas coisas" Resumindo, eu sou mesmo uma contradição. Passo tanto tempo me preocupando se o que estou vivendo é mesmo sincero, que me abstenho de viver com sinceridade. Não me lembro, e falo sério, um único momento que agi sem esperar nada em troca, ou um ato que não tivesse sido previamente pensado para causar uma certa impressão.
Ao invés de me orgulhar por esbanjar uma aparência confiável etc e tal, eu devia me olhar no espelho mais vezes e perguntar "quem eu sou" ... ou como a psicóloga do seminário me aconselhou certa vez : "Laryssa, a questão não é pra que ou quem você faz certas coisas, mas porque as faz." Acho que o grande dilema de minha vida, e que alguém finalmente me mandou a real, é "até quando vou buscar a aprovação dos outros?" Até quando vou falar uma coisa, e agir totalmente ao contrário. Dane-se se nenhum homem realmente presta, de onde vem esse medo em permitisse descobrir alguém que valha a pena. Não, não existem homens perfeitos, não existe nada perfeito, mas quem foi que disse que por causa disso você deveria se tornar essa pessoa manipuladora, falsa e cheia de medo. Medo de tudo que pode abalar essa sua imagem, que agora parece tão repugnante.
Diferentes, sim... totalmente talvez. Eu não sou tão genial como você, nem tão quieta, nem tão coerente. Eu sou louca, insensata, imprevisível, indecisa, inconstante, evasiva, mentirosa e insegura, talvez de tudo de ruim que sou, o que mais sou é insegura, e por todo esse medo em ser eu, e de ser verdadeira é que finjo, idealizo, minto pra mim mesma, machuco as pessoas, falo coisas que não sinto e tenho atitudes bem menos poéticas e mais dançantes.
O interessante de tudo é que quando finalmente tenho coragem pra "dizer em voz alta que não presto" sinto uma coisa que nunca senti senão superficialmente, um carinho, pequeno e tímido que pode ser até confundido com apenas uma leve simpatia por esse monstro que eu sou. Obrigada a você que mesmo sem me dizer muito, me disse tudo que eu precisava ouvir essa noite.
Eu subi naquela caixa d'água pra conversar com Deus, eu que nem achava se nele ainda acreditava, e não sei porque eu chorei. Me senti vazia, e triste... mesmo enquanto ando por aí a esbanjar sorrisos. Mas não é falta de liturgia que sinto, é saudade de um pouco de verdade na minha vida de mentirinha... quando eu falava com Deus, pelo menos o amor que eu dizia sentir por Ele, eu sentia mesmo... e hoje lamento ter perdido isso.
Mas não lamento a maneira irracional que vivi, aprendi um bocado do infinito que ainda tenho pra aprender, principalmente... que é bobagem o que a gente fala com as palavras se as atitudes são tão disparates, se o que você faz não tem nada a ver, se não tem honestidade consigo mesmo e com as pessoas que casualmente ou não... participam da sua história. Obrigada, a você que mesmo tão diferente de mim, me deu noites, momentos e conversas tão boas. Obrigada por não ter sido como os outros, os outros se apaixonaram de mentira por mim, e eu sinto que você de verdade se quer gostou, mas pelo menos foi sincero. E sinceridade é tudo que desejo pra mim, independente se é segunda-feira, meia-noite ou ano novo.

Laryssa

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

texto hum...

É incrível como uma decisão muda todo o resto da história. Naquela sexta a noite o plano era arrumar-se e encontrar com o carinha que estava mexendo com seus sentidos fazia algumas semanas, mas ele não foi vê-la... talvez por preguiça com fez ontem (alfineto). Mesmo assim, ela decidiu que a noite seria divertida!
Entre um reencontro com um homoafetivo que dança muito bem e um barraquinho de leve por causa do selinho que ele, o homoafetivo, deu nela, ela concedeu uma dança a um cara legal, que não teve preguiça de vê-la ontem e mesmo sem tocá-la fez ela sentir-se a garota mais especial do mundo.
Não sei porque as mulheres no geral esperam sempre que alguém as valorize, o maior reconhecimento deve vim de nós mesmas, às vezes brinco com meus colegas de trabalho e afins, enquanto beijo meu braço digo o quanto me amo e me considero linda, todos riem. Mas é incrível como é só um cara chegar e "partir meu coração" pra eu me sentir a garota mais idiota do mundo e esquecer o quanto sou demais!
Não é achismo ou arrogância, se eu não notar minhas qualidades devo mesmo esperar que alguém o faça por mim? Devo mesmo depositar nas mãos de um homem ou de quem quer que seja a tarefa de lidar comigo e com meus problemas? Devo mesmo esperar que alguém me salve sempre que eu estiver em apuros e me lembre o quanto sou bonita, inteligente, amiga, legal, etc e etc?
NÃO!
E não espere que te darei o prazer de ver minhas lágrimas, ou te darei a responsabilidade de manter minha auto-estima em alta. Não! Deixe que disso eu dou conta, mesmo que em alguns dias eu ainda me sinta feia, chata e burra... não tem problema, depois da fossa sempre vem o explendor de um novo dia, uma nova quimera.
O amor é mais que um encontro casual, é mais que uma transa sensual, é mais que um monte de coisas que a gente considera amor. Amor?! Será que vou mesmo sentir isso por alguém um dia, será que vou mesmo descobrir o que significa desejar alguém pra todo o sempre, mesmo que o sempre dure só alguns dias?
Bem, não sei. Por hora quero dizer que não vai ser uma janela aberta que vai estragar meu dia, nem um cara não querer me namorar que me fará sentir incredulidade quanto às histórias de amor que fantasio secretamente. No mais, alguém que não sabe onde quer chegar, realmente não chega a lugar nenhum. E lugar nenhum não combina comigo que tem o mundo a escrever.

:)

Laryssa

domingo, 30 de janeiro de 2011

texto um

Ela não sabe ou não gosta de pôr título nas coisas-textos, tem medo de compromisso e adora ouvir música alta. Hoje enquanto assistia ao terceiro filme da tarde percebeu que também adora as musiquinhas que toca junto aos créditos. No cinema, nunca entende a pressa das pessoas em ir embora logo que o filme termina, a graça está em justamente ficar vendo, aparentemente, as letrinhas subindo... aparentemente, porque na verdade esse momento é pra refletir no que se acabou de assistir. Ela adora aqueles vinte segundos depois da ultima linha desaparecendo na tela, imóvel, pensativa, sentindo apenas uma enorme satisfação pelo prazer em assistir a um bom filme, quando o filme é ruim ela também fica lá... mas só pelo tempo necessário de se pensar um desaforo, algo do tipo "que merda foi essa?!".
Apaixonar-se parece algo distante agora, no mundo existe alguém mesmo digno pra ela, digo... não apenas pra fazer sexo e uma coisa ou outra juntos... falo de alguém que mereça conhecer aquela parte mais intima de mim, aquela parte maciça e bem guardada dentro de mim, revelar minha opinião sobre largatixas e coisas do mundo todo. Existe alguém que não me desperte o enjoo de uma relação e que mantenha vivo o êxtase do primeiro encontro, sabe... toda aquelas coisas de mão suando e um monte de insetos voando no estômago, falo de quando agimos como um completo idiota, mas na verdade não somos, entende?
O mundo parece só um lugar que eu cedo ou tarde vou descobrir, conhecer, viajar... as pessoas todas parecem tão monótonas e sem graça, como se eu já soubesse o que tenho de dizer para cativá-las. Ok, na verdade não são todas as pessoas. Estou generalizando. Mas é que já ouvi tanto: "homens são tudo farinha do mesmo saco", "homem fala qualquer coisa pra levar uma mulher pra cama", e minha preferida dita sempre pelo senhor meu pai "nunca confie nos homens, nenhum presta!" que fico me perguntando se vale mesmo a pena se apaixonar.
Ontem no show na praia um menino que eu sempre vejo nos shows da vida COM A NAMORADA me paquerou, primeiro eu pensei "é, todo mundo tem razão... homem não presta mesmo." Depois fiquei filosofando comigo mesmo, porque ele tava olhando pra mim se ele tem namorada, e porque diacho ele namora se quando está longe dela fica agindo como um idiota no sil? Acho que todo mundo merece curtir e fazer o que quiser, eu disse o que quiser mesmo... e isso inclui qualquer coisa que pode ser considerada absurda... acho que se você quer experimentar algo novo e acha que não tem problema... então deve fazer, às vezes isso não é muito lógico e experimentamos coisas que nos fazem mal, mas ok... pelo menos se experimentou e à morte sempre desejamos ter experimentado mais... porque são as experiências que em vida tivemos que importam, boas ou não tão boas nos ajudam na formação de nosso carater, da nossa auto descoberta e por aí vai. Finalmente, não namore se não estiver afim de levar a sério um lance com alguém, não namore por medo de perder a boa companhia da pessoa, não namore pra ter alguém ao seu lado... porque às vezes você vai está sozinha, e será que vai agir do mesmo modo como age quando está com ele? Não namore por pressão, por carência, nem por achar que alguém vai conseguir te fazer sentir sempre bonita, interessante e feliz, acredite... ele vai decepcioná-la algumas vezes e você a ele...

Beijo pra quem é de beijo e aperto de mão pros demais.

Laryssa

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

non pricipets

Dizer que não existem príncipes encantados e futuros planejados bem sucedidos soa como uma total desilusão, do ponto de vista dos relacionamentos perfeitos. Uma coisa é certa, talvez, como diria minha mãe e quase todo mundo com uma certa experiência nessa área da vida relacionamentos só são bons quando o outro vem para somar, para compartilhar... para fazer mais bem que mal.
Está com alguém que não te permite ser você mesmo, embora que ainda ninguém saiba realmente quem se é, já faz do relacionar-se uma mentira que cedo ou tarde trará frustração dentre todas as outras coisas ruins que se sente quando se decepciona com o tal príncipe ou princesa.
Na verdade, não há regras, nem verdade mesmo... encontrar alguém é uma mistura de um pouco de sorte e até uma questão de paciência, ela nunca aparece quando estamos a sua procura, é por isso, que tantas vezes nos entregamos, mas se entregar ao "amor" de cara não é lá também um bom jeito de começar algo.
Manter as cercas firmes, os olhos abertos e ser duro na queda ajuda mais que acreditar que uma coincidência fez cair de para quedas a pessoa dos seus sonhos na sua vida monóóótona. Ok, não estou sendo tão otimista, mas não se preocupe... como escrevi acima: não existem regras, e tudo que eu aprendi pode está errado e eu só descobrir amanhã de manhã.
Fato que é melhor prevenir que se lascar... mesmo assim a gente adooora correr um risco e aprender com os próprios erros, não é verdade? Por algum tempo tentei ser sábia e evitar erros, de certa forma me sentia melhor que as meninas de minha idade por isso, mas... se quer saber... isso só faz de mim alguém que adiou cometer erros, a minha inexperiência ou sede exarcebada em encontrar o cara ideal diretinho dos meus idealizados pensamentos à minha vida real, me fez cair no erro de desativar os alarmes internos e deixar entrar na minha história gente que nem merecia.
Como sou extremamente otimista, e disso sim posso me orgulhar, acredito que todas as pessoas têm algo a me ensinar; tudo que vivi "certo" ou não fazem de mim a pessoa que sou, que nem sei exatamente como é... mas acredite: Não tenho pressa em descobrir!
Outra coisa que aprendi errando é que nada vai me fazer ser menos especial e única, e qualquer um que não perceba isso, está enchergando não mais que a minha carcaça, a parte mais oca e aparente de mim.
Se eu tiver relevância para ofertar algum conselho, eu diria: "Não crie expectativas com aquilo que foge ao seu controle, não crie expectativas que envolvam as outras pessoas na verdade". Faça o que depende de você, faça o que você sentir vontade de fazer e entende o porque de está fazendo, no mais... deixe as coisas acontecerem. Mas não se preocupe, às vezes você ainda fará coisas que não entende, ou cometerá antigos detritos que você pensara está livre de cometer, como julgar um livro pela capa.

Laryssa

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

like a virgen

Gozastes nos seios dela
o mesmo prazer que nos meus já encontrados?
foi mesmo o amor de teus amores
com quem experimentaste a liberdade
de dois corpos, nossos corpos!?

E essa tal de brincos?
que fez ela com teu coração
para deixá-lo tão angustiado?

Penso que, verdadeiro é o teu
adorar sentir a dor
necessidade de ter pelo que morrer
e como não corta os pulsos
covarde
escreves

Questiono também sobre os teus outros inusitados feitos...
no lugar onde prazer custa um certo dinheiro
encontraste por acaso um corpo
quente como o não menos ingênuo meu
para passar a noite?

No tirar de roupas repetido
viste algo novo?
Achastes por acaso semelhante
em algum aspecto
as possibilidades de futuro
que elas e eu temos contigo?


E que contentamento há em uma beleza cadavérica?
que contraste não:
virgindade e perfeição.
De onde tirastes a futil ideia
[de que tais coisas andam juntas?

Afinal
não teríamos chegado ao fascínio das estrelas
se ambos castos
Ah, indubitalvemente não teríamos.
Digo ao menos por mim
eu não o teria.

Quando penso nos conflitos que enfrenta tua mente
temo dizer que o entendo
temo dizer qualquer coisa depois de hoje,
por isso escrevo.

Teus olhos estão cegos
não olhe os brincos que há tempos te irritaram
olha meus olhos e vês
uma real beleza
que nada tem de morta
[digo uma
porque sei que há outras
como a de quem inspirou ao compositor tal canção].


Esquece, torna proveitosa a vida
tanto quanto te aproveitas da dor.

Não me julgas pelo já vivido
há tanta vida nessa morte que celebras
e colãs precedendo as pernas
que livres te recepcionam a um culto prazer.

Laryssa

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pensamentos incompletos

É esse futuro incerto,
que deixa meus pensamentos
incompletos.

Não tenha pressa em descobrir.
Meu corpo e tudo mais
esperam pelo teu toque

Nós temos todo tempo do mundo,
e já é mentira quando o digo
porque até todo o tempo do mundo
acaba.

E não o temos de fato.
Meus sonhos ficam
em estado de blástula,
como podem crescer sem saber
para onde?

Laryssa

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Hoje não.

Tento inutilmente reproduzir o efeito
de tuas mãos em meus seios
inultimente porque só tua pele
causa em mim devaneios
eu tocando a mim mesma não.

Lembro com um sorriso
de cada palavra
não de todas, exatamente todas
mas lembro do conteúdo
do encaixe das conversas

Me importo outra vez
que me creia
que me queira
importa que sejamos sinceros
um com o outro.

Hoje não,
mas os próximos dias
nos serão todos bem vindos.


Laryssa

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Saudade, medo e mais um ano novo.

Não, eu não te desejo um feliz-ano-novo, nem que todos os seus sonhos se realizem... primeiro porque não é um ano novo, apenas um outro ano, o ano de 2011, um ano diferente... e segundo, não existe nenhuma garantia de que TUDO que você sonhou vá se realizar, você pode não conseguir levar a sério o regime que há trocentos anos novos vêm planejando, ou você pode não conseguir a tão sonhada promoção, ou o casamento com o homem/mulher da sua vida. Mas fique calmo(a)! esse não é mais um texto pessimista, que vai te deixar com vontade de voltar pra cama e dormir ao invés de ir lá fora e curtir sua noite de sexta feira.
Esse é um texto sincero, e sinceridade é tudo que desejo pra você, independente se é segunda feira, "ano novo" ou qualquer coisa.

Laryssa