sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Carta aberta às rameiras*.

*rameiras: mulheres de má vida, prostitutas.

Talvez alguém poderia ter tal aptidão em tentar me explicar a razão dela ser tão odiada. O que esperavam que ela fosse? Perfeita por um acaso?! Pois deixem-me falar algo sobre a perfeição: ela não pode ser alcançada enquanto somos apenas humanos. Só Deus é perfeito. E aquele a quem julga o seu próximo com boatos e calúnias, também assim poderá ser julgado. Ela, pelo menos, já testificou com sua própria observação a dualidade no comportamento hipócrita de vocês!

Felizmente ela sabe que não deve satisfações a vocês, porque sinceramente, se ela dedicasse uma frase ao pecado de cada ser humano que conhece, ao chegar nos de vocês, gastaria blogs escrevendo e ainda assim não diria tudo que conhece de vossas índules decadentes. Víboras!

Querem ser dadas às facilidades? Jacobinas? Querem lançar mão da verdade para com os outros para conseguir indevidamente vingar algo? Façam... o façam exatamente de modo consciencioso... porque eu, não dedico atenção à ínfima plebe a qual vocês pertecem. Afoguem-se em seus próprios vômitos e corpos desalmados. Agora, por favor, ponha um PONTO nas vossas bocas imundas quando forem se referir a mim. Não me façam de autor dos atos que VOCÊS praticam. Reflitam um pouco, sei que será um esforço tremendo, mas entre vocês e EU não existe a microscópica possibilidade de comparação.

Eu sei que vocês desconhecem o significado de palavras como dignidade e amizade, e por isso não vou me dá o cansaço de discutir tais assuntos com vossas refeces. Porque se diante do espelho que reflete com mais veracidade, do que minhas palavras, vocês não entenderem que são apenas parte de uma ralé, e que por mais que adiquiram títulos e algum falso prestígio, não podem esconder ,em tempo integral, a mediocricidade que confinam em vossos corpos de artelanas. Se mesmo após um instante de reflexão ainda estejam não convencidas de sua inadequação a minha presença, embebedem-se em vossas ilusões de felicidade e almodem-se ao fato de que não será possível qualquer esperança de me conhecerem como de fato sou, ou de possuírem minha amizade.

Acredito no entanto, que mesmo para o verme mais podre poderá haver salvação, logo, se alguma dia a solidão de vossas infantilidade e os amargos frutos de suas maldades a alcançarem em vida, mesmo sendo uma vida desfalecida, ainda terão tempo de vocês se tornarem humanos e serem transformados por Deus. Isso no entanto é uma escolha, decidida por pessoas sábias, o que não é, nem de relance, o caso de nenhuma de vocês ainda. Por enquanto, aprecio que vivam suas rotinas superficiais com a condição de que seja bem longe de mim. Tudo que absolutamente acredito é na distância entre nós, e no que depende de mim já comecei fazê-la!

E, se ainda sim, depois de todos os meus sinceros votos de que vocês sejam fenestradas, acham que tudo é muito divertido e pretendem continuar a dissipar mentiras ao meu respeito, cuidado, ao mesmo modo que todo amor cultivado cedo ou tarde floresce, quem só planta calúnia ou difamação, cedo ou tarde é engolido pela sua própria língua ou enforcado por seus comparsas. E que fique enfocado que minha pretenção, com esse texto, não é a de que temam as minhas palavras ou a mim, pois não tenho super poderes paras desintegrá-las na velocidade de meu pensamento. Mas temam o Deus que sirvo, que e é justo para por tudo em ordem ao SEU tempo.

Bando de vermes! Nem o pior dos lugares merece tanta podridão junta, nem o bolor mais asqueroso poderia alimentar seres tão desfasados em cultura e pequenos de espíritos Piranhas, vadias, putas, burras, imorais, fofoqueiras... tenho certeza que nesse nível vocês podem entender, pelo menos uma parte do que eu penso sobre vocês.

Laryssa Galdino Tertuliano


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Abuso.

Desde quando ela começou a se importar tanto com seus leitores? Ultimamente não se pode se quer ouvir a voz da tão amiga e seu estômago embrulha, mas não para presente. Ao menor sinal de que ela verá a dita cuja em algum momento do dia, sua cabeça já lhe dói e ela fica querendo evitar a universidade, evitar se quer sair da cama!
Como isso foi acontecer?
Eram elas tão amigas, até pensei que nada pudesse separar... mas de uns tempos pra cá tudo que a lembra lhe trás enjoo. Não quero ouvir sua voz, não quero falar com ela. Que raiva por ela existir! Não acho legal sentir isso, aparentemente não se tem motivo pra esse abuso toodo, mas o que ela pode fazer? Já perguntei ao meu consciente o porque de tanto desapreço e ele não me respondeu. Acho que o fato de estarmos sempre tão juntas se tornou uma rotina enfadonha e ruim de suportar. Era tão bom quando passávamos uns dias sem nos vermos.
Ela não é uma pessoa ruim, nenhuma das duas é. Então espero que isso seja só uma fase e que logo as coisas voltem à alegria do reencontro de outrora!

Laryssa

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rumores.

Não gosto de fazer coisas sozinhas. Não gosto de comer sozinha, não gosto de dormir sozinha em casa, não gosto de está sozinha dentro do ônibus! Mas adoro morar "sozinha".
Quando a gente decide que vai namorar com uma pessoa é porque, definitivamente, essa pessoa tem muitas coisas das quais a gente admira, e logo mais tarde se descobre um outro tanto de coisas que nem gostamos muitos, mas í, dependendo de cada casal, as coisas ruins não superam as boas e continuam juntos. Mas nem depois de decidirem continuar juntos o casal vai deixar de se desentender "eventualmente". E mesmo que isso aconteça 15486786 de vezes, absolutamente nada poderá separá-los quando o amor passa a ser intensamente sentido.


Laryssa Galdino

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

hey, Good Bless You.

She asked to Lord: -Did you forget me? And He responded for him: No, I didn't. I never forgot a mine son. But you the me. When you aroused in the morning, you not realized the many things that I made to you. I made the sun and the clouds. I painted the blue sky. I cried for you last night. And I'm waiting for you a long time! She smiled and walking in direction to the door. -Goodbye, she said no looking back. But she knows that He is the way, the life and truth.


Good Night People.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

I swear

Well, I'm to learn English, and I love my classes because I love this language. Sometimes I speak English alone, things of my imagination. I look into me and speak words that I yet don't know your significates. But, the life is a discovery of yourself, and is very funny to learn about myself. I want to make many things before die. I don't afraid of die. Just don't want that her came to leave me. Not yet. I think that I have many specials things to realize. I want to do things cool and crazy. I need to deliver my heart to a man. Ops, maybe I do. rsrs :)

Laryssa Galdino

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

De volta ao blog.

Sabe, eu adoro escrever. Ontem eu fui a um curso de escrita, engraçado porque eu era a única pessoa da sala que não era de Letras, Filosofia ou História. Engraçado porque as pessoas parecem que esquecem as coisas que realmente gostam de fazer depois que entram na faculdade. Aqui pelo menos, é cada um no seu departamento. Gráficos não se misturam com letras e vice-versa e o pessoal de saúde é um pouco empolgado, alguns, mas ninguém tira muita onda com eles porque cedo ou tarde alguém vai precisar de um médico, de um dentista ou de uma enfermeira.
Mas cursos a parte, entrei meio sem saber direito do que se tratava o curso, pra mim seria mais um pacote de regras de como escrever bem, sabe, eu tenho um segredo, então por ser segredo não vou escrever aqui ok?! Mas enfim, o curso me surpreendeu, na verdade o objetivo é nos dá ferramentas ou direções para que a gente aprenda a escrever Relato de Experiência Docente. Em outra oportunidade explico melhor do que se trata, quem sabe quando eu terminar o curso não é mesmo?! Bem, escrever... me alivia, me faz ver as coisas que faço de um outro modo, semelhante ao artista que pinta seu auto retrato, eu me auto escrevo.
Huum
, como estou de vida nova? Morar sozinha não é fácil, mas também não é nenhum bicho de 7 cabeças, rsrs. No meu caso, está sendo tudo muito legal, exceto pelo fato que às vezes sinto vontade de matar a cíndica do prédio porque ela fica me fazendo de lesa ¬¬ faz UMA semana que peço pra ajeitarem a lâmpada do meu corredor e ela só me enrola, mas o próximo passo é agir como gente grande e pouco educada, já estou até ensaiando : "ou você ajeita a lâmpada, ou nos próximos dias você estará sendo notificada pelo tribunal das pequenas causas" e ai, sentiram medo?!
É assim, no mundo dos adultos tudo se resolve em três passos: 1-Peça/Solicite algo educadamente; 2-Seja firme e mostre que você não se esqueceu do que pediu/solicitou... 3-nada acontece? faça uma cara de mal e ameace processar a até o cachorro dela! Quando fala-se processo tudo se resolve, impressionante como as pessoas ainda tem medo da justiça. Mas sabe, sei que depois que ajeitarem minha lâmpada vou até ri do ocorrido.
Aaah
, o bom de morar sem os seus pais, é que você aprende a valorizar eles muito mais, nunca disse tantas vezes que os amo como digo depois que me mudei. :( e só de falar nisso já me aperta o coração de saudades.
Eu tenho taaanto a escrever ainda, mas tenho de ir para aula. É, você fica super responsável também, eu pelo menos fiquei... as meninas até dizem que eu incorporei um espírito de mãe hahahha. Enfim, vou ficando por aqui e espero voltar em breve. Obrigada pelas orações e os desejos de que tudo dê certo. Também estou torcendo por isso!

Laryssa
A dependente de sonhos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Colocando pra fora!

A vida sempre surpreende. E por mais coisas que a gente viva, a gente nunca se conhece por completo. A verdade é que até nos subestimamos. E sentimos sempre medo, muito medo de perder e de decidir errado. Mas sabe, felicidade é gostar do que se faz! Mesmo que a gente não faça todas as coisas que a gente queria, acabamos fazendo só as que gostamos. E quando se faz o que gosta, é bem melhor.
Os últimos meses foram muito mais pra aprender de mim que do mundo, mas alguém que deseja escrever sobre o mundo, precisa muito mais é saber do mundo que se tem dentro de si mesma. E eu estou aprendendo muito de mim nos últimos tempos.
Embora eu seja uma pessoa correta, em minha mente se passa umas certas coisas ruins. Mas o fato de pensá-las não me diminui como ser humano. Pelo contrário, me faz crescer... e aprender a lidar com o meu medo de tomar decisões tem me tornado mais confiante.
Sabe, ser uma pessoa admirável não é ter o carinho de todos, nem ser top em todas as colunas de beleza, inteligência e simpatia. É sentir-se bem consigo mesma. É entender que nem sempre fazemos tudo certo, que a gente pode escolher algo e depois ver que era muito melhor do que imaginávamos, e que o amor é uma escolha.
Às vezes é difícil, em alguns momentos um mundo de "facilidades" está sendo oferecido a você. Mas em algum momento você percebe que a escolha de amar alguém é a coisa mais importante que se pode decidir na vida.

Deus me ajude.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

De Mudança.

Não gosto dele. É, eu não gosto
aquele cheiro de mofo que fica lá dentro
a gente convive
chega a tentar se convencer de que é suportável,
mas o cheiro é ruim e sempre volta.
Decidi!
Não gosto dele, não preciso ficar sentindo.
Eu posso sentir um outro cheiro
vou fazer isso, em breve em um novo lugar.
É pra isso que temos nariz. Pra sentir o que quisermos...
Laryssa Galdino

Crescer e Amar.

Descobrir sobre ela mesma foi sempre sua ocupação preferida, às vezes, sem que ninguém percebesse... ela simplesmente se afastava um pouco dos outros, não que não goste das pessoas, ela adora está rodeada de pessoas, mas existem alguns momentos que ela precisa ficar sozinha com seus pensamentos. Todo filme que ela assiste, a prende um pouco em uma reflexão em sua própria vida, é por isso que é bom deixá-la quieta, sorrindo ou chorando... NOT CLOSE!
Ela tem um pouco de tudo, mistério, besteira, bondade e indiferença... muitas vezes banca a forte para não precisar ser paparicada por ninguém. Tem dias que ela é um ser humano horrível, tudo aparentemente sem justificativas, porque se fossem entendê-la, então não seria necessário tudo que ela acaba fazendo... sim, complicada e nada perfeita na verdade. Das alturas ao chão em um segundo. Emocionalmente sonhadora em busca de alguém que a faça desejar somente a ele, que a faça pensar que ela não vai encontrar ninguém melhor no mundo. E melhor... não tem nada a ver com dinheiro, carro, lugar onde mora... tem a ver com o sentimento, com a paixão que ela pretende sentir mesmo que passe um ano sem o ver... é isso que ela procura, alguém demasiadamente tudo que queira ser, que a mande calar a boca às vezes e que a deseje, mesmo que não role... mas que ele a queira mais que tudo, que seus olhos ardam de desejo quando ela sutilmente deixar à mostra o seu colo.
É de paixão que qualquer mulher precisa, é de aventura que queremos... ninguém quer saber como vai ser daqui uma semana... EU não quero! Quero a eterna conquista, o frio na barriga o medo... a insegurança... sim. Não me deixe certa de nada nunca! E eu sempre serei sua.

Com amor, Laryssa.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Decisões

Percebi que de Maringá só sei que foi onde nasci, mas não sei em que bairro foi, sei que foi a tarde. Sou mesmo é Campinense, não o time, eu só torço pro Brasil, e acredito que só em tempos de copa, e olhe olhe. Resolvi, ou ainda estou resolvendo que chegou minha hora de enfrentar um novo desafio: sair de casa.
Algumas pessoas defendem que devemos aproveitar ao máximo o conforto de nosso lar e a harmonia de nossa família até ter-se dinheiro e maturidade para deixá-los. Não tenho muito dinheiro, e com certeza estou longe de ser uma mulher madura, acredito que sou razoavelmente madura e portanto, apta para encarar o desafio.
É claro que não pensei nisso do dia pra noite, tenho pensado em sair de casa desde do primeiro ano do ensino médio, quando decidi prestar vestibular para João Pessoa. Passei, mas as coisas não fluíram, a verdade é que as coisas na minha vida só acontecem com a permissão de Deus.
Muita coisa precisa ser acertada, mas nessas últimas semanas eu tenho visto mais do que nunca o cuidado de Deus comigo, e tenho certeza que tudo dará certo, se assim O permitir. Estou confiante, com um pouco de medo, mas empolgada.
É difícil conviver com os pais, somos tão diferentes e às vezes me sinto tão sufocada pelo seu cuidado com coisas sem importância como se já comi ou não, ou se lavei os pratos ou não. Sabe, viver é mais que isso, e se querem que eu tenha responsabilidades domésticas, que ao menos seja em minha própria "casa".
Se alguém quiser preparar um chá de cozinha pra mim, vou adorar... as únicas coisas que vou levar de casa mesmo é a minha cama e colchão e meu guarda roupa (talvez) rsrs. Engraçado como crescer é inevitável, quem diria mesmo que eu faria uma coisa dessas.
A verdade é que não quero sair de casa por que detesto meus pais, eu os amo muito, mas não aguento mais ter de acordar quase sempre com os dois brigando por coisas que acho tão tolas. Não quero mais ter de responder mil perguntas que para mim soam tão superficiais. Cansei da ausência de diálogo e do excesso de preocupação com o que ando fazendo, e na verdade não faço.
Sabe, não me considero a pessoa mais independente e segura do mundo, eu sei que tenho muito a aprender, e talvez... quanto mais cedo melhor. Tenho certeza de que Deus tem planos para comigo, e que em nenhum momento minhas aflições têm sido em vão... porque Deus não desperdiça meu sofrimento. Deus me ama, e tem preparado o melhor para mim. Se daqui a uns dois meses eu continuar morando em casa, então saberei que estou debaixo da vontade dEle, se não, também.
Afinal, a única pessoa que pode adiar ou impedir os planos de Deus para mim, sou eu mesma... e não pretendo deixar isso acontecer. (orem por mim)

Laryssa Galdino Tertuliano

sábado, 18 de julho de 2009

Eu duvido que você (não) duvide.

Hoje eu mal tomei café da manhã e já me veio uma consumidora e inadiável vontade de escrever.

Quando ela acordou hoje, naturalmente as seis e cinquenta e cinco da manhã agradeceu a Deus pelos pedreiros não terem chegado ainda e se apressou a arrumar a mala, queria mesmo era voltar a dormir, mas seu namorado ficaria muito chateado com um segundo atraso consecutivo, mas agora quem está atrasado é ele, normal... sabe que ela nem se importa muito com os atrasos dele, ao menos sobra-lhe tempo de acrescentar algo ao visual. Saudade do tempo em que eu ouvia "valeu a pena esperar." (risos).
Pra ela sempre foi difícil entender a sua mãe, quando ela jogava algo no lixo a mãe pegava quase tudo de volta com a desculpa de que teria uma espécie de propósito, isso a irrita tanto! Se ela jogou no lixo é por não queria mais, concorda?! Porque que a outra tinha de ir lá e pegar as coisas e fazer uma confusão. Às vezes ela dá uma geral no guarda roupa e separa umas roupas, das quais ainda gosta muito, para doar. Uma vez um pastor disse a ela que não devemos dá as coisas só porque não as queremos mais. E ela mesma pensa, "eu não gostaria de receber algo que não pode mais ser utilizado, se não serve mais pra nada jogue no lixo então!"
Mas a mãe dela apronta de outras também, talvez as pessoas achem que ela não tem paciência ou que é arrogante, sei lá... não ligo! Também não vou ficar aqui tentando convencer ninguém de um sentimento que é meu e não precisa ser de mais ninguém, afinal... a mãe não é de vocês (risos).
Tem gente que adora bater nas pessoas ou coisas, ou então vai ao shopping fazer compras, ou vai pintar um quadro, ouvir uma música... tudo para aliviar o stress. Mas posso contar um segredo que talvez não seja mais novidade alguma? Eu adoro escrever.
É como uma terapia, quando escrevo as coisas que sinto acabam sendo transferidas pro papel. Na verdade, eu adoro escrever em todos os momentos de minha vida e ela também.
Ultimamente não tem sido muito fácil existir, algumas pessoas lhe disseram que quando se tem vinte anos, "escolhemos as coisas porque nos parecem mais seguras" mas ela ainda tem dezenove e não sabe muito bem se tem escolhido, ultimamente, por paixão ou por segurança. Outro dia deu até vontade de mudar de curso! Ir fazer uma coisa que ela sempre gostou de verdade, e ela sempre adorou: decoração.
Sabe ela quer fazer algo porque é apaixonada por aquilo, sem precisar colar. Enfim. Mas percebi que gosto do que faço, ou pelo me acostumei com a rotina de ter sempre mil coisas pra calcular, e ter de ler como que as nuvens se formam, ou sobre massas de ar, atmosfera, atmosfera, e atmosfera. Gosto da ideia de ser meteorologista, acredito que vou ser feliz com isso, mas isso não me garante que não terei dúvidas de novo. Afinal, quem pode ter certeza de tudo?

Laryssa Galdino

rumo à Pedra Lavrada :)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Poema de um pensamento.

Cá estou a pensar
em como a vida é embaraçosa
Tem dias que tenho tudo por certo
já outras horas não sei mais de nada.

Lá estão a pensar
em comigo ela há de ficar
E não sabem, apesar de saberem
que são bons, mas não são exatamente

Ali, tem alguém que estaria a pensar
em eu como poderia
Fiz umas coisas que eu não sabia
agora acho que sei menos ainda

Acolá, "nalgum" tem um vento passando
vai, leva sem nem saber o quê
Eu amo o vento e queria ir com ele
eu amo o vento porque ele é dinâmico

(A gente nunca sabe exatamente aonde vai estar)





Laryssa Galdino
em
La vida es un poema

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aquilo que chamam amor.




Vejam as sombras coloridas... deslizando na avenida
Meio alheio ao temporal.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Idealizando

É, foi o que eu ouvi, que eu idealizo demais as coisas. Mas também, eu não me importo muito, se sou mesmo uma sonhadora, e estou a espera do meu príncipe encantado sim, mesmo que me digam que isso de final feliz não exista, eu acho que existe sim, nem que seja só na música, nem que seja só no poema de alguém que achava que entendia da vida.
Estou cansada de ter tudo tabelado, o preço das coisas no supermercado, as consultas aos médicos, os horários do noticiário. É tudo previsto e não se admite um erro! E eu não quero a vida assim. Acredito em fases, em momentos alegres e em horas de solidão... mas não em tabelas. Por enquanto isso pode valer, mas o depois não está necessariamente ao meu alcance. Eu posso fazer planos, posso até me iludir... que seja! Mas eu não tenho, definitivamente, o controle do meu futuro.
O que me deixa bastante puta, e não me refiro as que dão sem amor-próprio e só por dinheiro ou por que tem afim com a profissão, mas ao estado de espírito, é que me digam que não permitem que isso aconteça, é que não me apoiem ou qualquer coisa do tipo. Afinal, eu não sabia que essas coisas aconteceriam assim, se vocês bem se lembram, foram todas ouvintes quando eu planejava mil coisas, e dentre elas não estava o fim. Mas aconteceu.
É difícil acreditar em palavras que dizem que amigo simplesmente entende, não sinto que vocês tenham tentado me entender, droga! E se me perguntarem porque é que eu escrevi esse texto, respondo de antemão por aqui mesmo: é que estou cansada, estou chateada, mas ainda assim acho que a amizade da gente vale muito para eu ir me queixar com vocês, e sei lá... de alguma maneira eu acredito que só estão tentando me proteger, não sei, mas acho que seja isso.
Agora eu senti uma súbita vontade de viajar. Acho que preciso disso, preciso ir pra qualquer lugar do mundo nesse momento, me afastar dessa vida tão complicada... não que ela vá deixar de assim o ser se eu estiver em outro lugar, mas agora eu só gostaria de viajar. (Estou ouvindo uma banda ótima, Sum 41)
Sabe quando você tem certeza que a vida é mais que isso, pois é... eu penso assim... penso que tenho tanta coisa pra viver, que tenho tanta gente pra conhecer, que tenho o mundo a escrever. E eu quero tudo isso, tudo que está me esperando em algum lugar. Não é que eu seja uma boboca sonhadora, eu tenho os pés no chão, mas vez ou outra eu gostaria de tirá-los pra flutuar por aí. Será que me entendem? Então, deixem-me viver, não me venham com tabelas por favor, eu não quero afirmar com muita certeza como vou agir ou como tudo vai ser, eu só quero dizer que estou feliz e cheia de planos outra vez.

Laryssa Galdino

sábado, 30 de maio de 2009

Noticiário

Hoje foi um dia diferente, acordei sentindo que não deveria sair de casa, mas saí... fui dá aula no cursinho como quase todos os sábados e quando estava voltando para casa (zoada de pneus cantando no asfalto) bati o carro =/ na hora me deu tanta raiva, porque ela tinha de mudar de faixa bem na minha frente? E porque é que o carro não parou subitamente quando eu pisei no freio? Mas depois de tudo resolvido, voltei dirigindo para casa com a sensação de que eu aprendi algo que não se ensina nas auto-escolas: aprendi a dirigir :P
Engraçado como quando a gente tem sempre taaanto a aprender e todo dia é como se eu lesse algumas páginas de um capítulo que eu nunca tinha se quer percebido, será que é isso que significa amadurecer?
A tarde eu fui visitar uma amiga, incrível como ela consegue me arrumar (risos). Passei horas agradáveis em sua companhia, e obviamente... aprendi um tantão mais. Mas acho que nunca vou saber o bastante e isso é ótimo, porque provavelmente seria muito chato saber de tudo.

Cadeirinha ao meu lado
eu te contei o meu segredo
e você me beijou.
Laryssa Galdino
"Nada como um dia após um dia, uma noite, um mês" Guilherme Arantes - Olhos Vermelhos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

first day

Ontem teu abraço me fez perceber o quanto eu gosto de você, posso até dizer seguramente que te amo. Mas por n motivos, que não me convém enumerar, nos tornamos apenas amigos. Bem no meu íntimo existe um desejo enorme de que a gente se re-apaixone, que eu volte a enxergar apenas você!
Antes de dormir eu chorei horrores, fiquei pensando em tudo desde o primeiro dia, ainda não acredito que chegamos a isso, a sua frase não me sai da cabeça " Algo tão intenso não está fadado a durar" será mesmo? Será que temos que nos conformar com o bom, não foi você quem disse querer o extraordinário?!
Você me ensinou tanta coisa boa, fico feliz em ter conhecido alguém tão especial, não é estranho que eu te ame e seja tã odifícil te esquecer (eu não quero, pelo menos não tão rápido), você sempre vai ter um lugar especial no meu coração.
Confesso que estou perdida, não sei o que faço agora... ainda bem que tenho um montão de provas pra fazer, tem o teatro e as crianças da igreja... isso tem ocupado minha cabeça e por uns minutos eu até esqueço que a gente não é mais um casal.
Meus olhos enchem de lágrima quando me lembro de qualquer coisa que tenha sua assinatura, me sinto um pouco frágil, um pouco insegura, mas acima de qualquer tristeza me sinto aliviada. Eu não podia continuar com algo sem ter certeza de que era o que eu realmente queria.
Não sei por quanto tempo isso vai durar, talvez pra sempre, talvez não... tudo que eu quero é pensar... sentir a vida sem você e perceber se vale a pena ou não. Gostaria de dizer que depende só de você, mas acho que não, seria infantil demais pensar assim.
Já disse que te amo? Pois é... eu te amo, e não quero explicar que tipo de amor seja, não vejo necessidade. Só quero ficar sozinha com meus sentimentos.

ouvindo Kid Abelha :)

Laryssa Galdino

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma palavra em desuso.

Odeio todas as conversas, todas as mensagens e todas as sílabas e até mesmo o nosso silêncio
Odeio as lágrimas escondidas, as nossas despedidas e até os reencontros
Odeio o fato de tudo ter acontecido, de não sermos mesmos só amigos, de ter te querido
Odeio todos os olhares, as músicas e os toques
Odeio todas os batimentos acelerados, tudo que foi inevitável
Odeio saber que estou de certa forma na sua vida
(porque eu não me desintegro?!)
Odeio todos os carinhos, tudo que não foi planejado, o nosso separar de mãos
Odeio as coisas como aconteceram, os obstáculos, os sentimentos
Odeio até os pensamentos, as possibilidades que não existiram (será mesmo?)
Odeio o modo como me trata, odeio como fico sem graça, odeio tudo que você declarou pra mim
Antes não tivesse dito nada, antes não tivéssemos nem ido
Odeio você ser tão maravilhoso, odeio seus defeitos, odeio tudo e até o simples fato de você existir
Odeio termos o número um do outro, o msn, o desejo de está perto
Odeio todas as entrelinhas, todos os questionamentos, todas as dúvidas
ODEIO
Em um dia em que tudo ocorreu basicamente tão bem, eu não deveria,
mas odeio tudo, mais que tudo: hoje
odeio principalmente o fato de ser tudo quase absolutamente mentira
Mas mesmo assim, eu precisava dizer que odeio tudo
que odeio você! Que odeio nem sei porquê...
mas hoje eu só odeio, todos os momentos que agi feito idiota
odeio como fecho a porta
odeio como acordo de manhã
odeio como sou tão infantil
odeio como sou boba
odeio tudo que fiz, faço e odeio até o que farei
odeio todos os comentários, todas as fotos e até as mais simples lembranças
odeio todos os passeios, as mãos dadas, os abraços
odeio tudo e tudo que não escrevi, odeio tudo que escrevi
odeio, odeio, odeio.

Laryssa Galdino
(a-dor-odeio)

domingo, 17 de maio de 2009

Um dia eu aprendo!

Não é possível que um dia eu não cresça e aprenda a agir feito uma mulher, aquela que definitivamente SABE o que quer. Chega de muídos e coisinhas que a gente faz quando se tem 10 anos de idade! eu já tenho quase 20... acho que devia começar a agir com mais maturidade, afinal de contas, meu futuro depende de mim. (Eu não quero fazer tudo errado). Quero olhar pra trás e ver coisas bonitas que construí, quero guardar os amigos, as boas lembranças, aprender com os erros (mas se for pra errar, que seja por não saber e não por descuido). Não quero me sentir culpada, nem magoar caras legais. Quero ser alguém que respeita aos outros, mas principalmente respeita a mim mesma. E que tal começar levando a sério a minha decisão?!

"A gente não pode se culpar pelos sentimentos que temos, mas somos totalmente reponsáveis pelas atitudes que tomamos"

Laryssa Galdino

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O segundo que antecede o beijo.

A famosa frase de alguma música, que certamente muitos já ouviram, me fez pensar nos milhares de segundos que já se passaram pela minha vida. Os segundos que antecederam todos os fatos marcantes dela. Como o segundo que antecedeu eu marcar meteorologia como opção de curso, e por causa desse segundo ocorreram tantos outros.
Engraçado como a nossa vida pode ser de tantas maneiras, como nossas atitudes tem o poder de nos guiar a qualquer caminho, até nos que julgo improvável. Subestimo demais o que sou capaz de despertar nas pessoas, imagino um mundo que não existe. Nem todas os gestos de amigos são mesmo bem intencionados, e alguns me fizeram seguir um caminho onde a gente se esbarra, mas nunca se encontra pra valer.
Eu devia ser mais maliciosa, eu acho que sou ingénua demais, às vezes cogito coisas e depois as julgo impossíveis. É por isso que tantas coisas acontecem sem que eu entenda, coisas que eu desconheço a razão.
Não é que eu me ache a super alguma coisa, na verdade eu preciso ouvir a todo tempo que sou importante, etc etc porque eu, por mim só, não tenho essa avaliação. Hoje eu só tinha mesmo essa roupa pra vestir, mas adoro ver como me olham, como se não imaginassem que sou tão bonita.
Mas, apesar dessa beleza que me observam por fora, não podem imaginar os conflitos que se passam em minha mente desprevenida... tento todos dias ser uma pessoa mais honesta, mas isso é tão difícil, meu dia a dia me conduz ao erro e é preciso ser forte para não agir feito tola.
Meu pai sempre diz que não estamos certos quando todos nos aplaudem, mas quando ficam em silêncio. Entendo que podem querer me dizer que certas coisas que eu desejo não têm nada demais, mas isso não é o que minha consciência me diz, e foi por ouvi-la bem nitidamente naquele momento que me levantei e vim pra casa.
Eu estou aprendendo a ser guiada pelos meus limites, e não apenas pelos meus desejos. Meus desejos são insanos, agem pelo momento, meus limites vêm de algum tempo, têm uma certa bagagem de o que se deve ou não fazer.
A coisa mais certa que ouvi essa noite foi que: A gente não deve fazer coisas das quais vai se arrepender mais tarde, porque se for assim elas perdem o seu valor, ou o seu prazer.


Laryssa Galdino
em
Eu só sei, que estou aprendendo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Eu não sei lidar com isto.

Estou acordada desde cedo e o pensamento em você. Acho que já rascunhei umas seis mensagens de cabeça, mas nenhuma eu de fato te enviei. Meu celular me fez lembrar, um lembrete inocente feito antes de tudo isso acontecer, que hoje é o seu aniversário. hum! Tolice seria pensar que eu iria esquecer.
Acho que ninguém imagina como estou sofrendo, eu que tantas vezes sirvo de sinonimo pra alegria, estou ultimamente meio sem graça, com o pensamento longe, encontrando defeito em todas as coisas. Mas acho que seria muito fácil por a culpa em você. E SÓ em você. Porque na verdade não é.
Nem culpa deveria existir. Bem, mas hoje o post é só pra saciar a vontade imensa que estou de escrever, gostaria de citar milhares e milhares de frases de músicas que ouvi essa semana enquanto tentava acalmar meus pensamentos, mas seria inútil e só poderia até piorar as coisas.
Tenho me mantido distante, controlando os dedos pra não encontrarem teu número no meu celular, o que me dá mais raiva de tudo é o fato de você não querer me vê, não é necessariamente raiva, mas isso tem me deixado muito triste, aonde foi parar aquela amizade toda que sentíamos?
Sinto-me tão imatura, na maneira como levei essa história, eu poderia ter agido de n maneiras mas acho que escolhi a pior, ou talvez... apenas segui meu destino tornando real como deveria ser. Não sei, não estou aqui para descobrir também. Hoje eu só gostaria de escrever, para dizer que é inevitável não pensar em sua companhia, que eu penso em você mesmo nos dias em que não são comemorativos, mesmo nos dias em que são só mais um, mais um, mais um sem você.
Bem, mas feliz aniversário mesmo assim, eu não esqueci. E espero ansiosa pelo dia em que você vai me dizer que eu não sou nada do que você sempre quis, e que aí podemos voltar a ser amigos.

Laryssa Galdino

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sentimentos Sinceros

Apesar de vê-la se recompondo até rapidamente, me partia o coração saber que sua maior dor era ver alguém de quem tanto ela gosta sofrer, e por sua causa. Num desabafo com o teto ela questionou: porque não existia duas delas? ou, porque ela não o fazia desencantar dela?
Depois de um ou dois dias, sua dor parecia tão incontrolável que pensou várias vezes consecutivas em ligar para seu amigo e tentar confortá-lo, mas ela sabia que seria pior e até mais arriscado de o sofrimento aumentar.
Até que uma parente mais experiente lhe falou a seguinte frase : "Me diga, quantas vezes você desejou alguém sinceramente e não foi correspondida. Sofreu por umas semanas e depois se recompôs." E ela pensou: "Que verdade óbvia!" A tristeza não diminuiu, mas, ao menos agora, ela espera que logo ele se recomponha.
Afinal, não é porque um sentimento é sincero que ela deva correspondê-lo, ela também tem sentimentos sinceros pelo seu namorado, e ele deve de ter por ela, porque ela é uma garota incrível que eu tenho a sorte de conhecer um pouquinho mais a cada dia.
É fato que na vida tudo pode acontecer, mas o futuro, pelo menos pra mim, a Deus pertence. E prefiro que continue assim, quero me preocupar com os problemas de hoje, deixe que os de amanhã, se eu estiver viva, nos importaremos.
A maior vontade dela nesse momento é fazê-lo entender que eles poderiam continuar sendo grandes amigos, mas melhor deixar o tempo passar, no entanto ela gostaria que soubesse que você é uma pessoa incrível e que ela não vê a hora de poder voltar a conversar abertamente com a sua pessoa.
Sentimentos sinceros e não correspondidos não nos levam à morte, apesar de nos encaminhar à uma tristeza momentânea, uma aversão por um tempo, uma certa distância, uma falta de perspectiva, mas não à morte. Eu mesma já sobrevivi à muitas, e hoje estou aqui viva, não estou?! Vocês também vão sobreviver e quem sabe um dia até sorri disso tudo.

"As nossas escolhas não devem basear-se em porcentagens, mas em algo que nos dê a sensação de que agiu-se bem"



Laryssa Galdino
em
Dilemas de uma amiga

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Nada pessoal.

Com os últimos acontecimentos Ela poderia escrever um livro, nunca ela viveu tantas coisas em uma semana que já tivesse vivido em seus significativos anos, ainda jovens, de vida. Coisas que ela não tinha cogitado, coisas que ela tinha até pensado que ficaram no passado, vieram à tona por causa de coisas tão simples e sem intenções.
É bem certo que vive-se em busca de mais, melhor posição, mais um período na faculdade, mais amor, mais sorrisos. Dificilmente se espera mais de aflições e agonias, mas ela teve um pouco disso também. Para quem vê de fora, certamente não notaria que uma história boba de meses atrás teria alguma repercussão para seu coração agora. Parece uma besteira tão sem fundamento, que nenhum dos dois podia acreditar que estavam falando mesmo de paixão.
Apesar de sentir-se mal com toda a história, ela entende que nada foi planejado. Mas entregar toda responsabilidade à vida também não é justo. No entanto como ela poderia prever que se apaixonaria assim tão de repente.
A conversa foi meio em círculos, tomando um rumo qualquer que ainda não conseguiram acompanhar. Ela está morrendo de medo, mas tudo que sabe é que circunstâncias tão tortuosas podem afastá-los. Não falo de um rompimento convicto, mas de uma reconciliação incerta, ninguém sabe quando pode acontecer.
Talvez o motivo pelo o qual isso tenha acontecido foi carência, da parte dela ou segurança em sempre distinguir as coisas, da sua. Ninguém pensou que isso fosse acontecer, e de tanto não esperar veio, um sentimento que a faz sentir-se perdida outra vez.
A pior coisa é a dúvida que tem se passado em seu coração, mas estou certa de que mesmo que o que a impede não mais impedisse, ainda assim ela não embarcaria nesse romance. Não por falta de motivos, mas porque não tem muito sentido fazer coisas que parecem certas pelos motivos errados. "Eu não seria eu", ou não seria quem gostaria tanto de ser: uma pessoa honesta.
O que ela não consegue mesmo entender é como isso foi acontecer, dentre milhares de pessoas no mundo porque nossos caminhos se cruzaram, porque nessas circunstâncias desleais?
Ela uma garota apaixonada e cheia de sonhos, ele um homem de futuro incerto e promissor.
Acho que ela agiu errado, talvez devesse desfazer o grande engano dizendo que em nenhum momento compartilhou dos mesmos sentimentos que ele, dizer que só o viu como amigo, pedi que não se afastasse, embora não tenha pedido porque entende que será melhor para ele.
Quem sabe com o tempo toda a tempestade venha acabar, e sentimentos físicos a parte eles possam reencontrar-se como amigos, e apenas isso.


Laryssa Galdino - Trechos da vida (ir)real.

Dedicado a você, amiga, que tanto me confia seus dilemas.


terça-feira, 28 de abril de 2009

Estou em NATAL!

Vim a estudo, na verdade para participar de um simpósio da faculdade, a viagem correu bem, estou aqui desde da última sexta. Participei de um mini curso e algumas palestras até agora, apresento o pôster do trabalho amanhã , mas confesso que o que mais gostei foi dos coffe-break's hahahhahaha:) o mais legal de se viajar, é o quanto se aprende fora de casa.
Conviver com outras pessoas é legal, a gente aprende a respeitar os limites dos outros e os seus mesmos. E concordo com meu pai quando ele diz que eu não sei de nada, não sei mesmo, mas considero que aprendi um bocado nesses dias por aqui. Perdi uma sandália, conheci um forte e me senti importe no meio de tantos cientistas.
As pessoas são imprevisíveis, e não devemos esperar coisas boas delas, não devemos cogitar coisa alguma, foi outra coisa que aprendi. Estou feliz por você ter me ligado, Deus sabe o porquê. Então, vou ficando por aqui, vou dormir e boa sorte para a gente amanhã :) beeeijo

Laryssa Galdino Tertuliano

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O amor encheu meu coração de coisa boa!

Mesmo quando tudo parece está ficando pior a cada dia, e até quando se pensa que não há como piorar e ainda assim piora... eu continuo acreditando que de alguma maneira aquilo vai ser bom, de alguma será. Depois de desabafar minhas angústias escrevendo e chorando mutuamente, me sinto aliviada. Hoje a noite foi perfeita, e os detalhes a mim pertencem.
Eu tou até me impressionando de como estou mudada. Realmente, por um momento a situação se inverteu. Mas não importa, eu sei que no dia que tiver de ser será, e vai ser muito bom pra gente e eu não vou sentir nenhum remorso depois. Por hora, estou completamente de acordo com sua afirmação: "Você foi desenhada pra mim".
Eu tou tentando ser feliz, e é engraçado como quando penso que o dia tá muito ruim Deus acaba me surpreendendo de alguma forma. Hoje eu recebi mensagens de uma amiga que amo muito, conversei no MSN com outra amiga que amo também, lembrei do aniversário de uma antiga-grande-amiga, dessas que crescem juntas e por algum motivo banal se separam na adolescência. Hoje eu saí com meu amor, meu bem, meu maravilhoso namorado que eu amo mais a cada dia. (Obrigada pelo cuidado que você tem comigo) Enfim, quando o dia tava quase consumado a ser infeliz, se tornou muito bom. E eu ainda tive paciência de começar resolver uma lista de meteorologia, calcular ângulos zenitais e azimutais, que têm a ver com a localização de um ponto qualquer do planeta em relação ao sol :D (coisa do tipo, mas não prova eu não tenho que necessariamente explicá-los... só calcular, então tá de boa - rsrs).
E para ser ainda melhor, aprendi algumas coisas boas, talvez você até saiba disto: tudo tem seu tempo pra acontecer, eu também sabia, mas já tinha esquecido de como isso é verdade, a outra coisa legal que aprendi, é que nem sempre os monstros que pintamos são mesmos monstros,. então, deixa a vida te surpreender, não se prenda a estereótipos e faça sempre o que lhe parecer mais correto. Acredito nisso.

Grande Beeeijo, pra quem quer que leia.

Laryssa Galdino

domingo, 12 de abril de 2009

Me sinto perdida. (O que há de ser tem muita força)

Tem dias que olho pro nada, meu olhar fica fixo em alguma coisa que ninguém pode ver, às vezes nem eu mesma posso. Meu pensamento me tira daqui, mas tento manter os pés no chão... e isso é tão difícil. Lidar com a realidade é preciso e todo dia aprendo um pouco mais que nem sempre ela é tão cruel como a gente espera. "Lah, porque você não pode esperar algo bom das pessoas?" Essa pergunta tá aqui sem resposta. Por que quando se sente ciúmes, se isso é só ciúme mesmo, a gente sente raiva e medo da outra pessoa? Eu nunca imaginei que ela fosse um monstro, mas também não consigo vê-la fazendo parte da minha vida.
Tudo que eu queria de verdade é distância! Mas também não posso ficar pintando horrores sem nunca dá-lhe uma chance de me fazer mudar de opinião. Meu maior medo na verdade, é o medo de perder a pessoa que eu me vejo completamente apaixonada nesse momento. Uma pessoa tão verdadeira, bonita, gentil... uma pessoa que eu sei que é única e mesmo que eu andasse pelo universo inteiro eu não encontraria outra igual. Sinto que ele vale tanto, ele conquistou meu coração e eu não gostaria de perdê-lo.
Não tenho ninguém por meu, não me sinto dona das pessoas. Mas me refiro a perder a atenção que recebo, ao amor, ao carinho. O meu medo talvez seja porque acho que ela está sempre nove anos na minha frente, embora eu defenda que os meus nove meses têm sido intensos e estão acima desse tempo todo que eles se conhecem. Mas mesmo assim, tenho medo de não ser a amiga que ela representa pra ele, de ser menos amada do que um dia ele a amou... coisas do tipo. Dramas de uma garota totalmente entregue ao amor, talvez, pra mim é só sinceridade. É como me sinto sem nenhuma máscara de modéstia e capa de garota-super-garantida.
Eu disse e repito, eu sei quem sou. Sei que sou agraciada em muitas coisas e tenho que mudar um tantão de outras coisas também, mas na média, sou uma pessoa que merece ser amada, assim como ela também merece, e como eu acho que qualquer um merece. Porque o amor não é uma graça apenas para alguns, se tem uma coisa que aprendi e admiro em Jesus Cristo é isto: Que o amor é um dom gratuito a todos.
Mas estou falando desse sentir que por horas é tão inseguro. A verdade é que eu nem a odeio, nem poderia porque não a conheço. Mas não gosto que ela faça parte da vida dele a tanto tempo, não gosto da sua foto, das suas palavras, do seu desejo em conhecê-lo. Se eu pudesse eliminaria qualquer laço entre eles, mas, ainda assim, isso não me garantiria a extinção dela. Será que é errado sentir tanto medo e tanta raiva assim?
Eu quero ser uma pessoa melhor a cada dia, eu tenho tanto a aprender, queria ser mais segura e não me abalar com essa história, o engraçado é que se eu for analisar racionalmente: não tenho motivo algum para me preocupar ou sentir ciúmes. Talvez eu só tenha de aprender a lidar com isso, afinal é algo novo também.
Gosto de brincar com uma amiga e dizer que estou prestes a conquistar a sabedoria dos vinte :D Mas de todo o coração espero mesmo é me tornar a cada dia mais digna de seu amor, mais honesta com os que me cercam, mais humana e menos ser.
Quero concluir esse texto-desabafo, falando a verdade mais clara pra mim no momento. Eu acho mesmo que daqui uns anos vou ri de toda essa situação, porque acredito que todas as coisas que acontecem em minha vida cooperam para o meu bem, mesmo que sejam num primeiro momento ruins. E dizer também que eu te amo muito, que você faz meu coração bater acelerado, que seu sorriso e sua lealdade me fazem até chorar de tanta alegria. E eu te amo sinceramente, acredito nesse amor, e vou lutar por ele.

Laryssa Galdino

terça-feira, 31 de março de 2009

O pequeno garoto Sty.

Era uma manhã de sábado, e seus olhos brilharam ao ver sobre o sofá uma caixa que dizia, pelo menos para ele, SONHO REALIZADO!, eu nem sei como ele conseguiu conectar todos os fios e entender como aquela máquina funcionava, fato é que seus dedos, um pouco trêmulos diante da novidade, buscavam de qualquer forma colocar aquilo tudo pra funcionar. Uau! Acho que foi o que ele pensou quando tudo estava finalmente instalado e pronto pra ser usado.
Ao ligar o seu computador e conectá-lo a Internet ele entendeu que tinha mesmo o mundo inteiro em seu quarto, agora ele poderia viajar na fascinante descoberta dos monstros e personagens de RPG, e de outros tantos jogos que hoje ele lembra orgulhoso que conseguiu zerar. Que fique bem grifado aqui, que essa é uma narração de como eu acho que foi o passado desse cientista da computação.
Certamente em sua mente, eu nem existia. Laryssa Galdino não seria nem de longe uma pretensão daquele garoto estudioso e encantado por jogos. Eu o chamei de pequeno Sty, pois ele só tinha 13 anos, mas ainda assim acredito que ele já era tão determinado e esperto como hoje. Sabe-se lá o que se passa na mente de um garoto com essa idade, e no último sábado depois de ele me explicar o advindo desse apelido estranho, tentei mergulhar em sua realidade e imaginar o que realmente se passava na mente dele.
Confesso que é difícil fazer isso, imaginar uma pessoa a quem não conheci nessa época, tenho um desejo de acertar e ao mesmo tempo sinto medo de fazer definições pomposas demais. Mas verdade seja dita, eu acho que o Sty era esperto desde pequeno. Às vezes ele fala que se tivesse me conhecido nessa época não teria me dado importância, já que eu teria só 9 anos, certamente se acharia mais legal que eu para se envolver de alguma forma comigo. Então, por ai eu imagino que o Sty não tinha senso de reconhecer uma beldade, já que eu sempre fui linda e maravilhosa. (risos) Brincadeiras a parte, eu imagino que se a gente tivesse se conhecido nessa época, talvez, eu seria aquela menina que ele ia puxar o cabelo de vez em quando ou dizer que eu não fosse em tal lugar porque um monstro poderia me comer viva e aprisionar minha alma (risos). É, eu acho que ele era um pouco malvado com as crianças menores que ele.
Por outro lado, acho que ele também era bonzinho, ou bondoso. Visto que certamente sua cabeça já borbulhava de sonhos, como o de se formar e comprar uma jóia pra mãe. Certamente o pequeno garoto já tinha traçado um monte de planos perfeitos pra atingir seu objetivo de ser um vencedor.
Seus dedos agora nem são mais trêmulos diante do teclado e do monitor. Hoje... "muitos anos depois" um monte de coisa mudou na vida dele - menos a reforma interminável da casa (e por isso ele é o único que me entende quando eu digo que não quero nunca reformar uma casa, mas ele também me entende em n outras coisas ^__^) alguns sonhos ele realizou, outros deixou aguardando e um, que ele nem tinha pretensão, conseguiu : o amor daquela garotinha de 9 anos que ele conheceu nove anos depois. Uma garota cheia de sonhos também, que se sente a pessoa mais especial do mundo ao lado dele. Sty, Hugão ou simplesmente MEU-BEM, quero dizer que é engraçado imaginar o que se passou na sua mente durante todos esses anos, mas quero dizer o que se passou na minha nesse momento enquanto eu escrevia sobre você: se passou em minha mente que todos os nossos caminhos se entrelaçaram em um ponto, naquela sala de aula, e foi mágico, foi o acaso, foram os deuses, o universo a conspirar, foi o que tinha de ser. Tudo que aconteceu em nossas vidas nos fizeram encontrar um ao outro, e é isto que se passa em minha cabeça: que eu sou a pessoa mais feliz do mundo por ser a sua namorada, e que você a cada dia tem se tornado mais grandioso do que imagina.
Te amo gatão ;)
Laryssa Galdino
em
Declaração de amor [morrendo de vergonha, mas espero que goste] :P

segunda-feira, 23 de março de 2009

Now is Autumn.

Nem tudo sai como planejamos. A frustração é uma coisa que aprendi cedo e talvez ela me impeça de arriscar em algumas coisas, não é só o medo de errar que me cerca, mas também o medo do que poderia vim depois. Aprendi nesse curtíssimo passeio pela vida, que eu não sei quando há de chegar a seu fim, que não devemos ter muitas expectativas com os outros, nem com nós mesmos, nem com nada.
Às vezes sinto que exijo demais de mim, ao meu redor admitem meus erros, mas eu sempre faço questão de os relembrar. Não é o medo de fracassar que me rodeia, é o medo de não ser boa o bastante. Há sempre uma competição entre eu X eu mesma, não é engraçado, é até absurdo. Sinto que me pressiono demais.
Gostaria mesmo de não me preocupar tanto, o que há de acontecer não me pertence. Então porque eu insisto em pensar em questões que eu não posso responder agora? Dizem que o que é bom dura o tempo necessário para ser eterno, então porque o que é eterno não dura o bastante para mostrar que é bom? Porque estamos sempre ameaçados de que nossa felicidade é passageira?
Não gosto de perguntas sem respostas, então vou dizer apenas aquelas que consegui encontrar em um curto tempo-espaço de inspiração... eu não devo me preocupar com o amanhã, contudo... eu não devo deixá-lo entregue ao deus-dará. Tenho de me esforçar, dá o meu melhor. Fazer a parte que me cabe.
Dizem que pessoas honestas não conseguem o que querem, que num país de corruptos só se consegue riqueza na ilegalidade. Mas eu não vou acreditar em conceitos de comodismo. Vou tentar, mesmo que sozinha e de modo absurdo, contra minha preguiça, meu desejo de explodir, minhas motivações imaturas. Se ao fim de minha vida eu tiver crescido ao menos como ser humano, estarei grata.
Estou cansada de discursos que me cobram uma atitude, que põem a culpa da fome e do mal sobre minhas costas, EU NÃO FIZ NADA! Eu tenho minha própria mente pra entender, e talvez se eu conseguir me tornar um centímetro melhor, quem sabe assim eu poderei ajudar o meu próximo. Eu acho que é bobagem tentar concertar os erros dos outros se eu não conseguir nem consertar os meus. Acho que é tolice, falar e defender coisas que eu ainda não entendo.
Sozinha, vagando... fico na dependência de minhas conclusões... e eu ainda não conclui muita coisa, nem o bastante para ser suficiente.
Já ouvi dizer também que leva uma vida inteira pra gente se encontrar, mas acho que todos os motivos de minhas incertezas e medos giram em torno do amanhã que eu não sei. Planejar é tão fácil, agora mesmo posso dizer minha vida inteira daqui dez anos. Mas eu não sei como será, e o fato de não saber me traz um pouco de inquietação, e ao mesmo tempo fico feliz, pois entendo que só assim o amanhã poderá me surpreender.
Eu só acho que é querer demais mudar o mundo com 8 jeitos ideais. Porque é que cada um não desliga o monitor antes de dormir ou então tira o raidinho da tomada? Se a gente não sonhasse coisas tão hipotéticas seríamos mais felizes. Estou cansada de sonhar com o improvável. Eu quero ter uma casa, um cachorro, quero terminar a faculdade, quero ter um marido que me ame e quero poder ensinar para os meus filhos a não desperdiçarem água. Eu não quero perder os cabelos porque a temperatura está mudando, afinal de contas é outono! Deveria está fazendo um pouco de frio lá fora.





Laryssa Galdino
em
Alguém Salve o Planeta Por Mim.

Quem você é?

Não estou falando daquilo que você gosta, do que você acha ou de qualquer coisa relacionada aos seus desejos. Minha pergunta é bem mais profunda, e minha verdadeira questão é? "Quem você é para julgar os outros?", mas não entenda como uma afronta, meu objetivo também não é fazer você queimar seus miolos com questões do tipo "de onde vim?" ou "porque nasci nesta cidade?". Hoje eu quero compartilhar sobre as coisas que venho pensando a algum tempo.
Ontem, enquanto eu estava lendo a bíblia, perguntei a Deus o que eu deveria fazer a respeito de uma situação, estou chateada com uma amiga e não sei como agir, logo me veio a resposta no livro de João: "Ame uns aos outros". Fiquei estática, lendo e relendo aquele versículo, pensei que Deus me diria uma outra coisa, no entanto ele me disse apenas para amar, e quando penso nisso, entendo que amar é totalmente oposto a indiferença.
Geralmente quando não gostamos de algo ficamos indiferente a esse algo. Mas Deus não nos diz isso, devemos questionar, buscar entender, devemos ser autênticos em pensamentos e conduta. No entanto alguns de nós prefere a indiferença, porque é muito fácil criticar.
Quando penso em amor, entendo aquilo que A Bíblia também nos ensina em Corintios 13, que o amor não se regozija com a injustiça. E quando penso em o que é ser injusto vejo que é fazer algo que nos foge a competência. Somos injustos quando julgamos os outros segundo nosso ponto de vista, quando tornamos o mundo ainda pior com nossas críticas cruéis, quando fazemos perguntas que não nos fazem refletir, e somos ainda mais injustos quando não amamos uns ao outros.
Não estou dizendo que vou sair por aí dizendo "I Love You" para todas as pessoas que eu conheço, a Bíblia diz em Provérbios que não devemos ser tolos. Estou dizendo que devemos viver nossa vida de modo que nossa presença seja agradável e que Deus seja louvado em todas nossas ações.
Eu me considero muito falha, já fiz coisas das quais não me orgulho, mas hoje entendo que Deus está mais preocupado com o lugar onde eu coloco o meu coração, do que com o que estou fazendo. Porque quando meu coração está no centro de sua vontade, minhas atitudes vão ao menos tentar agradá-lo.
Que ninguém é perfeito é fato! Então porque nos enchemos de razão para abrir nossas bocas e julgar, julgar, julgar? Acredito que é muito fácil idealizar as coisas ou dizer como elas deveriam ser, mas não podemos atingir essa idealização se estivermos sempre mais preocupados com os erros dos outros. Se cada um tentasse corrigir seus próprios erros, talvez a vida fosse um pouco mais prazerosa, você não acha?
Que fique bem claro que não sou contra a liberdade de expressão, contra a argumentação ou qualquer maneira que possa existir de verbalizar o que pensamos-sentimos-achamos. Mas sou, profundamente contra ao julgamento. Ele não deve ser feito por nenhum de nós, porque não somos perfeitos, e por isso podemos ser injustos naquilo que decidimos.

Laryssa Galdino

=)

(arrumando as coisas)

sábado, 21 de março de 2009

Feliz Equinócio pra Todo Mundo.

O E-QUI-NÓ-CIO é uma palavra originada do latim que significa "noites iguais" isso quer dizer, que hoje por exemplo, o dia terá a mesma duração da noite. Em um ano acontecem dois equinócios, eles marcam, dentre outras peculiaridades meteorológicas, a mudança de uma estação para outra. No Brasil estamos dando boas vindas ao outono, que embora seja considera uma estação sem graça para alguns, já dizia Sandy na canção quatro estações "no outono é sempre igual, as folhas caem no quintal", considero uma estação de reflexão e tão propícia para o amor ou qualquer coisa que se queira fazer quanto as outras, no campo subjetivo. Na perspectiva meteorológica as temperaturas sofrem queda, isso quer dizer que o tempo fica mais friozinho ideal para programas como um chocolate quente ou assistir filme com o namorado ou os amigos.
Já no Hemisfério norte, o equinócio de março marca o início da primavera.
Pra falar a verdade, neste século XXI, os equinócios tendem a acontecerem mais cedo que o esperado, o nosso verdadeiro equinócio foi ontem, dia 20 de março, mas como eu ainda não tinha assistido aula de meteorologia básica essa semana, eu não sabia disso. Então, só por esse ano fica valendo que ainda é hoje ok?
Cientistas esperam que o próximo equinócio a ocorrer exatamento no dia 21 de março seja no ano de 2040, talvez alguns de nós ainda estaremos lúcidos o bastante para lembrar deste texto. Bem, mas equinócio ou não, como diz meu orientador, tempo é ouro! E aproveite o seu pra fazer tudo que você gosta. E se alguma coisa der errado, não se preocupe, poderia ter sido pior. E no final mesmo, tudo passa, equinócio passa, uva passa e tudo fica bem, ou não, como diria meu pessismista amigo Madson, pessimista, porém amigo e dedico esse post pra ele, porque quando eu for uma grande meteorologista eu vou escrever um livro e presenteá-lo com um exemplar pra ele corrigir antes de eu publicar (risos) - ele nem sabe disso ainda. E por último, mas não menos importante, dedico o verdadeiro equinócio, que foi ontem, ao meu amozinho. Já são oito meses juntos e eu não consigo abusar dele - nem quero. Te amo Hugão! E que venham muito mais meses e equinócios felizes como o de ontem, obrigada por tudo!
Laryssa Galdino
em
A meteorologia de forma descomplicada.

terça-feira, 17 de março de 2009

Nem pessoa ruim, nem boa pessoa.

A vida é engraçada, mas essa observação não me faz ri e sim pensar. A minha vida é tão cheia de escolhas, às vezes gosto de abrir a página do google e pesquisar por fotos de palavras como paz, amor, beleza, finitude, etc, etc, etc. Cada olho tem sua maneira de enxergar as coisas e eu gostaria de enxergar diferente, imaginar diferente. Nesse momento, talvez, eu busque até ser outra pessoa. Mas não uma distante, e sim alguém que as mágoas e o medo me fizeram escondê-la dentro de mim.
Sabe aquele eu-ingénuo que crê indubitavelmente no amor, porque ainda não se feriu com ele? É essa pessoa que quero resgatar nesse momento. Um alguém que não se prendia aos problemas porque eles ainda não existiam. Não estou tentando fugir de nada, eu precisaria mais que correr ou sumir para isso, estou apenas tentando viver de uma maneira que muitos criticam mas não estou me importando muito nesse momento.
As pessoas me mandam ser mais cruel e dura, a não crê em outras pessoas para que assim eu evite me magoar. Mas hoje eu cansei! Vou acreditar sim no amor e em tudo mais que eu quiser. Porque descrente, EU sofro muito mais. Dúvidas de fato não combinam comigo, então vou passar a ter mais certezas do que quero, do que sou e do que tenho.
Não vou permitir que um monte de mágoas, minhas e do mundo inteiro, tirem de meu olhar o brilho intenso da verdade, nem que notoriamente apodreçam meu coração com sentimentos de ódio e não, muito menos, destruam minha mente com incertezas de coisas que não vi e não sei como foram.
Eu vou pensar naquilo que eu posso fazer, no meu futuro de possibilidades variantes, mas existentes. Quero embarcar numa viagem rumo ao mundo, quero conhecer todos os distritos e comidas. Pouco me importa as pessoas do lugar, pouco me importa o que estão pensando ao meu respeito. Eu quero ser feliz, e quero acreditar que amar é possível! Eu não ligo, se eu quebrar a cara dessa vez também, eu sei que um dia ela se recompõe outra vez.
Tem mais de seis bilhões de pessoas no mundo, eu não posso querer ser a única pessoa maravilhosa, não posso querer ser a única em nada... mas isso não significa que minhas atitudes vão depender das atitudes que têm comigo. Serei autêntica e sincera, mesmo que eu erre e por vezes falhe. Mesmo que no caminho em busca do meu lugar ao sol eu cometa certas coisas ruins ou passe por momentos difíceis,não perderei o que tenho de belo.
Eu não vou permitir que o meu medo me trancafie em meus pensamentos absurdos, não vou deixar minha vida passar pela janela de minha alma, que são meus olhos, apenas porque algumas pessoas foram más comigo ou porque alguém não me amou como mereci.
Desistir? Isso certamente não combina comigo também, eu vou crê no amor mesmo que eu banque a tola, mesmo que amanhã ou depois eu odeie todo o mundo, eu sei que quando a tempestade passa a gente pode encontar a calmaria.
Não vou ouvir conselhos rancorosos, vingativos ou fúteis. Hoje, amanhã e depois eu só quero ouvir palavras doces de amor e esperança. Meus ouvidos traduzirão tudo para mim, seu mau-humor, suas tolices, mundo vil! Não irão me desanimar, não irão de modo algum me fazer abrir mão do que tenho de mais precioso. Eu não vou me entregar, não vou me contaminar com os língua-dedos afiados dos alheios, não serei mais uma vítima das minhas próprias questões existenciais, não serei exemplo de mais uma afetada pela auto-piedade e compulsividade. Não! Eu não sou uma pessoa ruim, e eu também não sou uma pessoa boa. EU SOU APENAS UM PESSOA buscando viver um dia de cada vez. Amanhã eu não sei, depois de amanhã também não e o passado tem perdido seus efeitos sobre mim.

Laryssa Galdino
em
A dor e a boa conduta.

sábado, 14 de março de 2009

Pensamento só um pensamento.

Quando amamos uma pessoa
devemos deixá-la ir,
ser livre e seguir
...


seus próprios planos.

Laryssa Galdino

terça-feira, 10 de março de 2009

Pare para ler-pensar um pouco.

Às vezes acho que se eu fosse Deus ficaria louca com a quantidade de seres humanos que tem no mundo! São mais de seis bilhões de pessoas! Seis bilhões?! Dá pra imaginar? Eu nem consigo. Cada lugarzinho desse mundão, cada cantinho lotado de gente muito diferentes em seu modo de ser, falar, sentir. Cada cabeça é um mundo particular, já dizia algum poeta, e no coração de ninguém se pode pisar, isso minha avó quem dizia.
Vejo que somos tantos, e pensamos de maneiras tão distintas... mas certamente o que nos laça em comum é a busca pela felicidade. Alguns entendem que a felicidade pode ser tratada de maneira muito tradicional, como se a vida seguisse mesmo um roteiro com início, efeitos especiais, meio e fim. Outros, como Cazuza, preferem que a vida seja tão duradoura quanto um trago num cigarro, porém intensa. Mas não importa como cada um defenda seu ponto de vista acredito que no mundo ficou muito difícil de defender alguma ideia e ao mesmo tempo muito fácil.
Difícil porque tudo acaba, de alguma forma, se entregando ao relativismo, aos dependes de cada opinião, de cada um. Porém fácil, porque já que cada um é livre, ou pelo menos deveria, para defender o que bem quiser, acabo por poder propagar qualquer ideia, assunto, rascunho, afinal... podemos falar o que quiser, temos o direito a tão sonhada liberdade-de-expressão.
Hoje eu ouvi uma pergunta de uma amiga minha: -Lala, você iria para Índia mesmo? respondi obviamente que sim (para os que me conhecem sabem que meu sonho de conhecer a Índia é antigo, desde que eu tinha uns 14 anos encasquetei com essa ideia). A verdade, que o difícil não foi responder a essa indagação, e sim imaginar ,ou pelo menos supor, o que eu realmente gostaria de fazer por lá.
Sonhos são coisas das quais não devemos desistir, não pretendo desistir desse, mas preciso redescobrir os motivos que me levam a sonhar com um lugar tão distante que tem tantas cores e pessoas diferentes de mim (tantos pensamentos percorrem minha mente nesse momento).
Tem dias que eu penso que o mundo é mágico, algo que jamais compreenderei por completo. Eu vejo as pessoas na rua, nos barzinhos enquanto passo de carro. Eu vejo uma cidade inteira através da minha janela, dos meus pensamentos, dos meus olhos. Parece que nunca conhecerei tudo, e que apesar de ter o mundo a escrever, eu também ainda tenho eu por inteira a descobrir. No momento o que sei sobre mim, com muito interesse, é que sou aquilo que desejo.




Laryssa Galdino
em
Encontre-me-ei.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A gente tenta esconder.

Ela não foi perfeita, nunca foi. E mesmo que muitos, ou um bocado de gente, insistissem em dizer que seu futuro estava completo, com direito a tudo que haveria de ter, ela afirmava, para si mesma afirmou muitas vezes, que ainda estava tudo para acontecer e que não era mesmo tão bonita, que não era perfeita e que apesar de ingénua também chegou a cogitar maldades no profundo de seu ser.
Quando ficava sozinha no intervalo do colégio ,que estudou por dois anos, tentava se livrar sozinha daquele bando de gente que não lhe valia por nenhum vintém. Amigos? Foram mesmo muito poucos e citá-los não lhe convém, mas o importante da vida, pelo menos dessa fase, ela aprendeu: Não importa a quantidade, desde que os amigos que tenham permanecido sejam vivos, sejam pra valer.
Defeito todo mundo tem, tire logo de sua cabeça essa idéia de garota-perfeita que cogita-se por aí. Ela não foi tão boa assim, ela já mentiu, iludiu e até partiu o coração de "alguéns". Ela foi ausente e, para quem nem mereceu, foi presente demais. Cometeu erros, resumindo, como qualquer mortal não se sobressaiu em nada que lhe valha algum honra-ao-mérito.
A diferença, talvez, não estava em tantas coisas comuns que ela fez, mas em quem tentou ser e continua tentando, afinal, enquanto há vida deve-se continuar tentando ser alguém melhor. Mas não melhor do tipo que passa por cima dos outros, que é o mais bem-sucedido ou qualquer coisa do mesmo calibre. Melhor no sentido de se olhar no espelho e saber que decidiu bem, que pensou claramente e que ama alguém que lhe corresponde, e não virou capacho de seu-ninguém. Melhor, no fato de que se sente feliz sendo e agindo como se está.
A vida não vai parar e muito dificilmente alguém que lhe machucou voltará para reparar os danos que possa ter lhe causado, então ela entendeu que cada dia tem sua porção de dor e alegria, e ao somar dos anos isso torna-se em experiência e por assim ser lhe deixa sábio e até mais hábil, embora no corpo não ocorra o mesmo efeito.
E os anos ensinam o que é necessário, e cada um tem seu conceito de necessário. Para ela, necessidade é está com quem se adora a companhia, é lutar contra todas as barreiras (vencendo sempre de alguma forma). Seja algo bom ou ruim, o importante é que no fim as coisas acabam sendo como devem ser. E nos cabe viver, não julgar.



Laryssa Galdino
em
Talentos da meia-fina-idade

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Confissão.

Tem muita gente por aí escrevendo-dizendo muita coisa a respeito das mulheres. Mas o que posso dizer é que não podem nos colocar todas em um mesmo saco de farinha. Assim como defendo que cada homem tem suas características individuais, e que alguns realmente são bem cachorros, entendo que cada mulher é de um jeito, e eu confesso que tem dias que nem eu mesma me entendo.
Eu sou birrenta, sou sim. Se você faz alguma coisa que eu não entendo bem ou mal entendo do meu jeito: a briga vai ser feia. Mas também não é sempre, quando eu não estou nesse "maravilhoso" período-menstrual... eu sou um pocinho de compreensão. Mas, infelizmente, e não entendo muito porque, em alguma semana do mês eu fico EXTRA-sensível. Entãoporfavortenhapaciênciacomigo.
Não é que eu queira está sempre certa, afinal, eu sei que erro um bocado, mas é que em dias de muitos hormônios eu não sou totalmente meiga como geralmente, acabo bancando a garota chorona sem razão aparente. É bem verdade que às vezes as coisas estão muito bem que nem me ocorrem tais ataques, mas hoje foi uma exceção.
Em um dia normal eu entenderia que você só queria ver seus amigos e que eu devia aproveitar a "folga" pra fazer algo com minhas amigas, ou simplesmente ficar em casa, mas LOGO HOJE, eu entendi está sendo tratada como um ser dispensável e de companhia não desejada, portanto, se você queria mesmo está comigo tinha de deixar isso bem claro. (Talvez na sua cabeça você deixou, e bem no meu íntimo eu sei que você tem razão, se não eu não estaria escrevendo esta confissão)
Talvez eu esteja pedindo demais, mas eu só estou pedindo que tenha um pouco mais de paciência. Não que você não tenha. Confesso também que na minha lista das muitas coisas que admiro em você, a paciência é um destaque. E estou tão arrependida por ter sido tão birrenta no sofá da sua casa.
Se eu pudesse voltar atrás (eu odeio o se, mas vou usá-lo) eu teria tentado ser menos brava sem motivo e teria dito que queria muito sair com você. Mas isso não é possível, no entanto só queria que soubesse que eu odeio está aqui, chorando até pelo seu tom de voz firme, chorando porque não estou com você, chorando porque me sinto sozinha, chorando porque já estou com saudades, chorando porque estou com frio, chorando porque está frio e chorando porque... porque eu estou EXTRA-sensível.
Droga! Eu não queria está agindo assim, mas estou. =/ Ainda bem que isso não dura para sempre. O mais engraçado ou idiota de tudo, é que se alguém me perguntasse: -Porque você realmente está chorando? Eu não saberia responder.
Laryssa Galdino
em
Sim, eu (e)s(t)ou complicada hoje.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sonhar é permitido.

Tenho sessenta anos e não me arrependo do que fiz nesses longos anos, algumas muitas vezes fui incostante e altruísta, embora eu não entenda até hoje o real significado desta palavra. Com o tempo eu entendi que às vezes coisas que gostariamos que acontecessem não acontecem, mas isso não me frustou, apenas me ensinou a confiar no percurso natural da vida e na certeza das coisas que são pra ser. Quando eu era mais jovem chorei muito, por ciúme e por medo. Até quando eu era infeliz em uma prova eu chorava. Mas também não me arrependo disso, pois cada gota de lágrima foi sincera e me trouxe alívio a alma. Sempre fui muito teatral, sempre não, mas muitas vezes sim, talvez eu devesse ter sido mais simples, ter discutido menos com a minha mãe e tentado entender nossas diferenças, mas ainda aissim não tenho do que reclamar, mesmo não correspondendo às minhas espectativas, hoje muito do que sou também devo a ela. Quebrei a cara muitas vezes, passei noites em claro. Enfrentei situações que achei tão difíceis e insolúveis e hoje até posso sorrir ao me lembrar delas. É uma pena que quando somos jovens não temos o dicernimento de quando somos velhos. Mas também, acho que não teria muita graça se o tivéssemos, pois perderíamos todo nosso desejo de tentar algo novo, nossa impussividade e "arrogância" de pensar que podemos TUDO, e de fato descobri que podemos mesmo qualquer coisa, basta querer! Hoje percebo que todas as coisas da vida têm seu tempo de acontecer, e nada do que eu fiz diminuiu o prazer das coisas boas ou a dor das coisas ruins. Posso dizer que fui feliz e ainda sou, pois encontrei alguém que me cativou muito e me ensina que amar vai além de palavras. Talvez quando eu realmente estiver com sessenta anos, o meu texto seja diferente desse, mas pelo menos hoje eu o imagino assim (com alguns feitos omitidos obviamente). Contudo com a convicção de que não apenas passei pela vida.
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Couple old people
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Sinto que quando a gente for bem velhinhos,
ainda vai existir a mesma alegria em está ao seu lado
de agora enquanto somos jovens.
Afinal, quanto mais velhos,
mais experientes ficamos em quase tudo em nossa vida,
quem sabe você e eu não iremos aprender mais e mais
o que o outro gosta
e assim o fazer com excelência.
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Uma estória e um poema pra dizer que eu te amo,
(dedicado a: Hugo de S. Marques)
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Laryssa Galdino Tertuliano
em
A vida não passa "de pressa".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Será que alguém poderia entender?


O mais difícil de falar sobre os outros, é que não conseguimos ser totalmente imparciais, sempre atrelamos a nossa versão nosso ponto de vista.
Queria que pudesse me entender, mas parece que quanto mais eu falo mais injusta e mimada eu pareço, quanto mais eu tento me justificar cometo o erro de tentar me explicar através dos erros dos outros, e é o que eu sempre faço: "Mas eu só fiz isso porque ela fez aquilo", "Eu só pensei isso porque você fez aquilo", "Eu... eu...". Então em algum momento eu parei pra pensar que eu não posso fazer isso pela vida inteira.
Um vez uma psicóloga falou na TV, que as pessoas são livres para sentir raiva, para falar coisas desagradáveis, para demonstrarem amor, etc etc etc mas que cada um deve ter consciência da consequência de suas atitudes, que não importa o que o outro disse que lhe magoou, não importa que o mundo mate-roube-minta, você não precisa e nem deve agir do mesmo jeito, não precisa permitir que suas atitudes sejam reflexos das dos outros. Ame intensamente, grite pro horizonte, ande até se cansar, beba uma água-de-coco bem gelada, respire o mais fundo que puder, evite as palavras de ódio impensadas. Não se justifique, mas faça com que sua vida mostre a todos quem você é, vai levar um bom tempo, mas eu tenho certeza que vai valer a pena.
E o mais importante não é que os outros te intendam, mas que você se entenda, se goste, se cuide e se sinta feliz. Afinal o passado passou, hoje ele não é mais importante que o futuro de sorrisos a minha espera. Um futuro que não permite bagagem extra, por levarei só o necessário... papel e caneta pra escrever tudo de novo de hoje em diante.
Não me importo se não entende, se eu não consigo lidar com todos os meus problemas e se é incompreensível a minha realidade, não me importo porque aprendi que o tempo tudo mostra e tudo ensina. Vai mostrar pra mim também, e me ensinar muito ainda.


Laryssa Galdino Tertuliano
em
Quem está falando a verdade?




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Eu preciso escrever!

Talvez poucos entendam quando eu digo da absoluta necessidade que tenho de escrever. Confesso que tentei algumas vezes formular alguma idéia com um pouco de sentido e que nos trouxesse algum tanto de reflexão considerada, mas enquanto eu pensava diante da tela do computador, apenas frases feitas e figurinhas repetidas me vieram aos dedos.
E por pensar tanto, mergulhei numa descoberta de o quanto eu sou e de o que sou e das quantas coisas que eu apenas escrevo-falo-penso... mas se perdem logo depois. As palavras, as pessoas... eu gosto tanto de observá-las. (É, se você me pegar de olhos vidrados para algum lugar não estou fazendo nada, se não observando). E mesmo apesar de tanta sabedoria e observação, percebi como sou hipócrita em alguns tantos momentos da minha vida.
O objetivo do post não é me expor, nem me difamar, é só escrever e isso me será o bastante. Olhando as pessoas eu aprendi-descobri algumas coisas, a mais importante, eu considero nesse momento, é que somos todos muito diferentes e não importa o quanto eu me policie e evite, sou capaz de cometer os mesmos erros de qualquer um que eu possa ter criticado. Mas não é por dizer que os posso fazer que eu os farei... se é que me entendem.
Não fui falsa com as pessoas, por favor, se algum amigo meu estiver lendo isso, não me interprete mal... a verdade é que só fui hipócrita comigo mesma. Já perdi as contas de quantas vezes me substimei, me tranquei em vão, até decidi não usar palavras como: nunca, jamais ou qualquer uma que me comprometa com algo que eventualmente eu não possa cumprir, e confesso também que andei errando menos depois que troquei as loucas juras de amor por sinceros "eu adoro está perto de você e gostaria de sempre poder sentir isso", me sinto mais aliviada em não dizer algo que foge da minha habilidade de mortal.
Outras frasezinhas que pretendo eliminar é "como isso pode acontecer?!" (cara de espanto) "como fulano permitiu isso?!" (cara de horror) ... e sabe porque? porque todo mundo é feito tão de carne quanto eu. E não é por reconhecer meus limites que eu deixo de lado minhas virtudes, mas acredito que no dia que eu entender que eu sou humana e posso errar vou viver mais em paz comigo mesma, mais relaxada como tantos me pedem para agir.
A coisa que quero com muita garra neste momento, é redescobrir o amor de escrever as coisas como elas são, como eu as vejo e como eu acredito que sejam... não quero mais confabular nada, nem morrer de culpa ou remorso, quero apenas viver, e que seja um dia de cada vez e cada hora com seu encanto ou com sua dor. Experimente fazer o mesmo, entender que é maravilhoso aprender sobre si mesmo.