sexta-feira, 19 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Por favor, destrua-me.

Quando você vê uma folha sem utilidade dobre-a.
Quando o mar parecer muito grande, resume-o em uma tela.
Quando o caminho for muito extenso, senta-se na beira do caminho
e descansa.
Mania que temos de infinito
imensidão
chegada.


Laryssa

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

relacionamento #6




-Se eu fizer tudo que você espera, perde a graça.
-Se você fizer diferente vou demorar pra entender.
-Entender o que?
-O que você diz sem ser do jeito que eu espero.

Laryssa

eu.




-Você fala uma coisa e eu entendo outra.

-Como?

Laryssa

relacionamento #5




-Você me incomoda.
-No dia em que você se acostumar eu me mudo.

Laryssa

Sou do agora.

Não me diz tudo tão depressa
deixa me deliciar em cada letra, em cada palavra.
Deixa eu compreender as frases ainda em gestação
e não depois de soltas
Quero o silêncio profundo de nossos olhos
o toque manso de tuas mãos
quero você só pra mim às vezes
e depois faz o que quiser.
Haverá momentos que serei só tua também.

Laryssa

Sou minha.




-Tem dias que quero ser minha, outros quero me dar.

Trinta e poucos anos.




Era aniversário de casamento, matrimônio, união estável, e muito mais. Chamem do que quiser, eles só se preocupavam mesmo, e ainda, um com o outro, com a extensão que o olhar um do outro provocava. Nem mesmo os filhos, as dificuldades, o coisa e tal dos anos apagou essa preocupação. A necessidade de olhar nos olhos um do outro e vê que estava tudo bem pra continuar, se não estava, não continuava. E assim foi dando certo, se comunicavam só pelos olhos, e as palavras quase sempre diziam muito pouco, os olhos falavam mais.
Quando ficaram sozinhos, se abraçaram com as roupas de dormir já vestidas, ficaram em silêncio um pouco, e a falta de luz forçou o uso das palavras, mas não que falar os incomodasse, é que a convivência lhes dera uma sintonia formidável, falar era desnecessário às vezes, mas não agora.
-Você está feliz?
Perguntaram, não importa quem.
-Estou.
-Não fica orgulhosa em como os criamos, em como estão bem?
-Sim, mas me preocupo ainda.
-Normal, não importa o quanto cresçam... serão sempre nossos pequenos, nosso filhos.
Sorriu.
-Me dá um beijo?
E se beijaram, sentiram mansinho o cheiro um do outro, tão bom igual trinta e pouco anos atrás. Fazendo a pele arrepiar, o cabelo ser posto de lado e as mãos passearem pelos corpos semi-nus.
Um sente o cheiro do outro de novo, cheirar você é tão bom, devem ter pensado no mesmo instante. Amar você é tão bom. Compartilhavam um desejo de ficar mais perto, mais juntos, entrelaçados.
-Você imaginou que duraria tanto?
-Sempre penso que todo dia é o primeiro.
-Mas tem coisas que melhoraram...
E maliciosamente se beijaram como nos tempos de namoro. As pessoas não deviam esquecer-se nunca de como eram, não deviam apagar nunca a provocação que uma pele causa na outra e viverem em estado de ardência.
Beijaram-se, a noite inteira até ficarem bêbados um do outro e adormercer, adormecer no corpo um do outro é tão bom. Acorda-se com a sensação de ter dormido em uma cama extremamente macia, feita sob medida e com cheiro de carinho.
-Bom dia flor do dia.
-Bom dia.


Laryssa

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

relacionamento #4



-Porque você brigou com a mulher do tempo?
-Eu disse a ela que o amanhã não nos interessa.


Laryssa