domingo, 30 de novembro de 2008

Entendendo Eu Mesma Só Um Pouquinho.

As pessoas têm um consenso ao dizer que as mulheres são estranhas, que TPM é frescura e que dor-de-cabeça é desculpa pra quando ela não está afim de fazer sexo, ir ao cinema ou fazer qualquer programa que normalmente considera maravilhoso. Mas isso não é verdade. Dizem também que somos todas possessivas, que conseguimos tudo que queremos, que derrubamos 100 milhões de homens só com um olhar. (E a menos que sejam usados efeitos especiais de cinema, isso também não é possível).

Dizem que não existe mulher feia, apenas mal arrumada. E com isso eu concordo. Mas a verdade é que não há mulheres iguais. Algumas adoram decotes, outras preferem gola alta, umas querem ver homens lutando e outras preferem contar histórias pra seu filho dormir. São tantos gostos incomuns, somos tão diferentes. E porque nos colocam tudo num saco só? Eu sei, você deve está dizendo que TODAS as mulheres também espalham por aí "que homem é tudo igual", mas eu também disconcordo. Mas deixando TODOS os homens e algumas mulheres de lado, quero ser bem egocêntrica e falar só de mim.

Refletir como sou, porque acho que muitas vezes me calo, mas uma das formas que acabo encontrando de me expressar é escrevendo e isso, de cara, não é uma coisa que toda mulher gosta de fazer. Ontem eu ouvi a frase "eu não tenho pena de ninguém" - de um homem, e eu respondi : "pois eu tenho". Me sinto triste com a desgraça dos outros, porque quase sempre me imagino no lugar daquela pessoa e por isso gostaria de poder ajudar, mas não me considero fraca por pensar assim, por "sentir pena de alguém", eu concordo que na vida cada um faz suas escolhas e o fato de me compadecer não me obriga a intervir. Mas eu sou livre pra sentir! Sentir raiva de gente sem educação, sentir ciúme de quem amo, sentir uma invejinha vez ou outra. Sim, eu sinto inveja, mas não do tipo "grrr, porque ela se dá bem e eu não???" Nada disso! Tenho uma inveja que considero motivadora, quando vejo que alguém foi bem sucedido em algo, então penso : "poxa, fulana conseguiu, então isso não é impossível, posso conseguir também" ... Sim às vezes eu me comparo com os outros, mas não me menosprezando, nem falando "é, eu sou cool tenho isso, aquilo e num sei o que e ela não teeem". Eu me comparo apenas para alimentar meu vício da observação. Adoro ficar olhando o jeito das pessoas andarem, sorrir, se vestir, como lidam com dinheiro, com o amor, com a família. Eu sou viciada em olhar para todo ser que respira e está no raio de alcance de minha visão.
Adoro a discussão, acho que duas pessoas que se expõem não têm medo de defender suas idéias e aderir a novas. Não gosto de radicais, de quem se acha sempre O correto, independente e bem sucedido. Gosto de pessoas que não ficam "se gabando" dos bens que possuem ou das habilidades que lhes compete. Não me interesso por quem acha sempre que suas piadas são as mais engraçadas, que sua vida é perfeita e que TUDO ao seu redor é melhor que a humanidade restante (aqueles que sempre ficam contando vantagem etc e tal.)
Eu me acho uma pessoa legal, e li uma vez que pessoas que gostam de falar sobre si mesmas têm personalidade, então eu considero que tenho, embora eu não entenda muito o que é ter ou não ter personalidade. Porque alguns definem que é ser você mesmo sem ser influenciado por ninguém, mas isso é improvável, todo mundo é influenciado por alguma coisa na hora de se vestir ou de escolher alguma coisa, ou de tomar uma decisão. Mas dentre as coisas que entendo sobre a falta de personalidade é que existem pessoas sem opinião própria, que preferem crescer à sombra de quem tem coragem pra se arriscar e isso definitivamente deve ser um bom exemplo de quem não tem personalidade.
Eu adoro ouvir música quando estou fazendo qualquer coisa, e quando me perguntam que estilo musical eu gosto, como se isso fosse definir a qual grupo de pessoas eu pertenço, respondo (e inventei essa resposta agora) que meu gosto musical é a música que eu estiver afim de ouvir no momento. Que o meu prato preferido é o que suprir minha fome e o dinheiro poder pagar, que o meu lugar é onde eu me sinto feliz e que a igreja nem sempre é uma forma de controlar as pessoas - algumas, como eu, acham que é um lugar legal.
Laryssa Galdino
em
Ainda Há Tanto a Descobrir Sobre Mim Mesma.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O Mundo Girando.

Lá na Índia tá rolando uns conflitos, alguns dizem que é culpa do Paquistão, outros falam que são assuntos terroristas. Obama, o presidente eleito do Estados Unidos apesar de feliz com a sua vitória, sabe bem o que o espera depois do dia 20 de Janeiro (que é quando ele será empossado), e enquanto o cachorro do Bush morde um repórter, Santa Catarina é destruída pela chuva. E eu? Eu estava dormindo até as 10 a.m. enquanto o mundo girava e tudo ia acontecendo.
Eu acredito mesmo que é difícil, tanta guerra, bombardeios, discussões, pessoas morrendo... e eu só gostaria de terminar a faculdade, ter um bom emprego me casar e ter filhos! Às vezes o mundo parece tão injusto, algumas pessoas têm como cenário de suas fotos os mundo inteiro e eu tenho o mundo inteiro dentro do workbook, dentro do meu coração!
Eu quero ver tanto, mas será que vale a pena o ver. Tenho a sensação de que um dia vou acordar e algum país louco terá destruído tudo que conheço com uma boba nuclear. A vida podia ser tão menos aterrorizante, ser mais calma, mais possível. Eu acho até que as casas vão ser reconstruídas lá na Santa Catarina, mas talvez depois venha outra chuva, outra coisa "inesperada" e ponha tudo a perder.
O mundo continua girando, e nada destinado deixa de acontecer. Eu sei que têm plantas sendo devastadas na Amazônia, e eu leio as manchetes pra me inspirar nos meus posts. Eu só queria mesmo acordar um dia com a boa notícia de que ainda temos 50 milhões de anos de vida, mas dizem por aí que o mundo acaba em 2012.

Laryssa Galdino
em
Mundo de Louco (que eu quero escrever)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Não tenho cara de cocô.

Estou chateada, normalmente gosto de escrever textos que não dêem a impressão do que de fato sinto, mas nem sempre consigo e hoje de fato eu não gostaria de esconder. O misero motivo, como o precedi, é mesmo mísero e se eu o contasse vocês não iriam acreditar e por isso, pra não me expor mais ainda, eu não vou falar o motivo de outra briguinha inútil que tivemos.
É ilógico na verdade. Duas pessoas que parecem terem sido feitas pela mão do próprio Deus, uma para a outra, brigarem tanto por coisa pouca, pequena e sem nenhum valor.
Eu gostaria mesmo de entender, porque a rapariga de uma ex- me incomoda tanto, porque fico chateada se você some e depois me vem contando seus artefatos maravilhosos. eu fico triste quando você se dá mal em alguma coisa, quando seus planos não saem como planejado, meu metódico de alucinóginos que me deixa meio louca, um pouco sã e ainda sim... querendo mais.
Quando você sorri, o mundo todo se volta pro brilho que se forma ao seu redor. Suas palavras são tão sinceras que andei pensando em me entregar a elas, me entregar de fato sem medo, porque já me doei a tanto cara salafrário que não merecia... e porque não fazer as coisas que quero com alguém de verdade, que como você diz, não se sente sob minha signicância.
Ai, como é tolo o amor, e como são chatas essas baboseiras de casais, mas eu amo tudo e amo tanto e apesar de há um minuto estar engasgada de tanta chateação, agora eu já o quero outra vez e com a mesma saudade de antes, de antes do transcorrido.
Às vezes eu ouço uma voz me dizendo : "Ei, não seja ridículo!" Mas o amar tem disso, nos fazer bancar os imbecis por umas outroras... mas por hora, estou racional e certa de que essas faíscas não produzem fogo de destruição.
Laryssa Galdino

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A new way

Fui assistir a um ensaio de uma banda de rock. Não importa quando ou quantas vezes eu os ouvi... só que tem umas semanas que eu venho pensando nesse post, pensando em como fazer quem o lesse sentir o mesmo que eu senti quando ouvi os meninos da Post Mortem. Meu corpo vibrou, cada nota, cada batida que fazia o saquinho plástico, preso à bateria, freneticamente se movimentar fazia meus pensamentos voarem, perdidos ou talvez apenas passeando pelo céu e pelas nuvens e por estradas, cada letra embora não totalmente traduzida por minha pessoa, me fazia imaginar um clipe, um significado que eu fui inferido a cada tonalidade do vocal.
Eu adoro ouvir alguma música e viajar com minha imaginação. Porque ela é de fato sem limites, com a nossa mente a gente vai a qualquer lugar, supera qualquer obstáculo e hoje eu penso que minha mente traz consigo uma força que me surpreende e que me mantém viva.
Às vezes sinto vontade de apertar a tecla "delete all", pra esquecer absolutamente o que não me faz bem. Mas depois eu percebo que eu posso pressionar a tecla "new way" e mudar.
Muitas pessoas provavelmente já se sentiram incompreendidas, já desejaram mudar de corpo de lugar... pensaram talvez que se tivessem nascido em outra família ou em outro tempo seria tudo diferente, mas eu penso que cada época e cada pessoa tem seus problemas, e não importa de que jeito fosse, fato é que de qualquer modo não seria fácil, porque se o fosse não teria a menor importância em o superar [8)]
A vida é assim, é linda mesmo e apesar de tudo. "O povo é sofrido, mas tá na batalha" Não imagino como seria pior, procuro seguir um conselho que me deram na hora do almoço outro dia "Um homem imaturo procura um motivo pra morrer e um homem maduro procura um motivo pra viver"(1) ... parece bem jargão né? coisa do tipo "se a vida fosse um mar de rosas a gente se machucaria com os espinhos"(2) ¬¬ Mas procure pensar, a respeito de (1) que quem entende o valor da vida luta por ela, do contrário desiste sem tentar fazer de seus dias algo realmente incrível. A respeito da (2) esqueçam essa frase ordinária, ninguém merece está super desmotivado, brigou com o namorado, zerou no vest ou ainda perdeu o super-show-único-da-primeira-EÚNICA-vez-da-banda-na-sua-cidade... ai vem um mané e te diz um negócio desses???
Faça sua própria frase, procure um sentido lógico, pelo menos para você, e lembre dela de vez em quando quando tudo estiver impressionantemente pééééssimo. Você se sentirá melhor certamente.

Laryssa Galdino
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Força da (certa)Mente

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Simples.

Eu adoro conversar em inglês com ela, mesmo sem dominar muito o idioma a gente se diverte, fala coisas que "what???" hahahahahha muitos risos e coisas que adoro definir como afinidade. É uma pena que no mundo nem todo mundo encontre uma amiga como a que tenho.
Acho que é por isso que existe tanta gente cínica e safada, que não valoriza o bem que estamos, por menor que seja, sempre tentando fazer. Se tem uma coisa que me impugna a alma é falsidade e dela eu tento não me aproximar, mas acho que todo mundo já teve a sensação de ter sido encontrado por essa praga algum dia.
E ai, depois de horas conversando comigo e o espelho (não-mágico) chegamos a conclusão de que pessoas assim não merecem chance... seria só uma oportunidade de mão beijada para nossa vida ser tumultuada. E de tumulto eu passo longe!
Mas não é coisa de desocupado, talvez de invejoso. Que tipo de pessoa na verdade se presta a fazer burburinho entre amigos e casais? Não sei, porque na verdade as pessoas não se definem em tipos, não podemos dizer que o mundo é cheio de esteríotipos, seria menosprezar a mente de quem não presta e a criatividade dos mesmos, que por vezes se fantasiam na pele de um cordeirinho e se revelam no dia-a-dia como cobras (tadinha das cobras, mas já que elas são um símbolo de engano desde os tempos do jardim do Édem...)
No entanto, não se desespere se um desses "cordeirinhos" encucou com você. Releve, ignore, não dê importância ao que não merece. Tente mostrar que não serás contaminada(o) pela língua afiada da bendita e que não importe o quanto ela fale mal dos outros isso não vai abalar sua visão incrível de mundo.
Eu sei que é difícil, na verdade mesmo a vontade é bateeeeeeeeeer, mas isso só iria machucar minha delicada mão, além de ampliar o mal estar entre as pessoas envolvidas. Logo, pra não me submeter a tal conflito mesquinho, eu escolho o bom e velho "dá-uma-de-doida". Se a vida da pessoa não presta, e tudo a sua volta tá um verdadeiro caos, eu lhe dou um seguinte conselho: "Vire-se para ela, mas não demonstre interesse e diga: estou ocupada tentando fazem o melhor com minhas 24 horas excepcionais, se você não pode fazer o mesmo por favor não me atrapalhe. Obrigada". Sorria singelamente e volte para sua vida maravilhosa, que pode nem ser tão maravilhosa assim, mas fala sério, ficar reclamando não melhora em nada né interrogação exclamção e ponto final
Por Laryssa Galdino
em
"Ninguém Merece o Teu Blá-Blá-Blá"

sábado, 8 de novembro de 2008

Eu Desisto...

De tentar escrever pra ganhar dinheiro, vou levar esse blog como esporte e talvez com sorte eu faça algum mínimo sucesso, mas de toda a glória que poderia eu alcançar, não queria nenhuma se eu não o tiver pra compartilhar. Se eu não tiver amor, se eu não tiver verdadeiros amigos, se eu não tiver silêncio e muuuito barulho também.
Sim, porque a vida é feita de absurdos, de coisas que muitas vezes perdemos o controle, que fogem aos planos. Eu não gostaria de me desculpar se nem sempre eu sigo as regras ou os passos metódicos de alguma coisa que eu explicitei, quando ainda a idéia era imatura em minha mente, quando ainda eu não havia percebido que você a levaria a sério, como tudo mais que eu faço: você considera e (talvez) sempre espera que eu realize ao invés de voltar atrás fazendo o reverso do que eu tivera proposto.
Eu te confesso até, que hoje tá sendo muito horrível. E é estranho porque a dois dias atrás eu tive um dia perfeito, "você me lembra um futuro que eu nem pensava em ter". O que estou provando aqui ou simplesmente desabafando angustiada é que a vida é cheia de coisas que não duram, todo dia a gente contempla, infelizmente, histórias de amor sem finais felizes, bobagens pra mim (incompreensão pra você) que fazem com que toda aquela magia escoe pelo ralo. Mas eu queria fazer diferente, queria que nada nos atingisse... mas quanto mais eu tento é como se eu nunca fosse conseguir. A sensação de que você sempre vai achar uma cor que eu esqueci de pintar, mas POXA VIDA! Fazer diferente é tão difícil. Vai ter sempre falhas, desentendimentos, palavras que a gente diz e o outro não entende. Cumplicidade fragilizada por coisas aparentemente tão pequenas.
O teu silêncio parte o meu coração, faz com que eu me sinta ainda mais inútil e me faz cogitar o que há uma hora pensei que fosse improvável... Eu não sei, mas tem uma coisa na minha mente que me maltrata, o pensamento de que você não está feliz.
Eu tenho poderes 'espacias', posso fazer coisas inacreditáveis e sinceramente fico abalada SE isso e tudo mais que sou, e você até já definiu como EXTRAORDINÁRIO, não for o bastante ou pelo menos o suficiente para tê-lo junto a mim.
Mas eu ainda assim o amo, porque acho que amor permanece apesar de conhecer as falhas. E que fique bem claro que hoje eu só desisti de ganhar dinheiro com o blog.

Poema da reconciliação


ELA diz:
TT
me desculpe por fazer as coisas errado,
por ser tãão desajeitada e por mudar os planos de cinco em cinco minutos
mas a única coisa que não mudou até hj eh que eu sou caidinha por vc,
e que eh muito HORRIVEL ficar longe e 'meio assim' com vc...
ELE diz:
esquece
esquece
nao me importo
eu amo voce como vc é


Por Laryssa Galdino (Absolutamente Feliz)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Linha imaginária.

Hoje, olhando alguns blogs (é, não existe apenas o meu) percebi como o mundo é imenso, e me perguntei se realmente o conseguiria escrever. Nesse momento eu também escuto um tal blog TV do Charlie (que encontrei por acaso no YouTube), pelo que entendi, alguém tenta mostrar a ele, através de vários recortes de jornais, as coisas ruins que acontecem no mundo. (http://www.youtube.com/watch?v=zx0scEsBGfM&feature=channel)
Às vezes eu odeio assistir ou ler sobre notícias ruins, não que eu seja ingênua a ponto de crê que o mundo é cor-de-rosa e cheio de coisas bonitas, sim ele também pode ser assim em alguns momentos, no entanto o mundo também é cheio de coisas desagradáveis. Mas posso decidir sobre o que escrever, certo?
É, as pessoas não aguentam mais notícias desmotivantes, e pessoas nos "metendo medo" o tempo todo. Sabe o garoto do vídeo? Ele recebeu alguns recortes com notícias ruins, ele recebeu também um bloco de folhas e duas canetas (uma azul e outra preta) e apenas com isso ele pode escrever algumas novas notícias pro mundo.
Não me considero muito "videogênica" mas acho que com as palavras me dou bem, e por isso tento através delas escrever algo que apesar de não fazer muito sentido, ao menos traga um pouco de alegria, ou quem sabe um consolo aos que leem.
O mundo pode até parecer um péssimo lugar, cheio de pessoas más, sem consciência ambiental e egoístas. Mas eu prefiro crê, que nele há também muito gente de respeito, que merece ligar a TV vez ou outra, e ouvir alguma notícia boa.
A gente não devia sentir medo algum de viver, de conhecer o mundo a volta, afinal de contas... essas linhas do mapa são imaginárias, posso ultrapassá-las se quiser. Se eu acreditar que é possível... muito poderei fazer, não é incrível?!
A vida pode ser como a gente sonhou, ou não passar de um plano. Cabe a nós escrever "the news" de vez enquando. E escolher o que queremos ver.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Anônimato

Não, anonimato não é alguém que nasceu no mato (risos). Todos os dias em qualquer lugar do mundo é bem possível que se encontre alguém se escondendo. Talvez porque não se sinta bonita, ou por falta de dinheiro pra comprar aqueles vestidos fofos que parecem um balão - e estão na moda, mas que não combinam com seu corpo (droga!). Certamente outras tantas se sentem inferiores por não terem a boca (e o corpo todo) da Angelina Joulie, sim ela é linda! Algumas ou ALGUNS, porque homem também sofre, se esconde do mundo porque não encontrou seu lugar nele, AINDA. Exatamente. Porque tão certa como na lua não tem um Dragão nem um homem valente chamado São Jorge, VOCÊ TEM SEU LUGAR NO MUNDO, nem que seja seu banheiro 2 por 1 com azulejos e vermelejos ultrapassados, mas é seu né verdade?! (risos)
Quando eu não tinha meu lugar no mundo, um quarto só pra mim, era no banheiro que minha vida se desenrolava. Lá dentro eu ria, gritava com as injustiças, chorava pelos amores não correspondidos e conversava horas com o espelho, sonhando sentada no bojo com uma vida melhor... pois é... mais ainda hoje me sinto um pouco perdida, às vezes eu acho que nasci no planeta errado, já imaginei que qualquer dia alguma senhora arrependida ia bater em minha porta e explicar que minha vida tivera sido uma mentira até agora, que ela era minha verdadeira mãe e que estava muito arrependida por ter me deixado no hospital.
É, mas nem et's vieram me resgatar, nem minha "verdadeira-mãe" apareceu, então conclui eu mesma que devia encontrar meu lugar por aqui, ou ao menos um refúgio. Desde então, eu vivo como tantos outros no anonimato dessas cronicas e caras de palhaço, me escondo e me guardo em histórias e personagens que vez ou outra me retratam. Esquecida? Não sei, acho que o anonimato me protege, mas eu amo quem sou e digo o mesmo a você (SE AME). Tudo bem que você rejeite os convites pra pousar nua - que valem salientar de que fazem seu telefone mais parecer um ramal pra casa presidencial. Mas não se abandone, não se esconda por vergonha... não se vire à vida, não se prive de sorrir, de gargalhar se for preciso e se não for também, não seja conveniente às vezes, seja louca se quiser, seja boba se assim o sentir vontade de ser.
Provavelmente você já ouviu dizer que a vida é só uma e temos de aproveitá-la, mas não é SÓ POR ISSO, só pelo fato de que talvez essa seja a única vida que iremos ter, que devemos sair por ai fazendo o que der na telha, certo?!
Bem, não cabe a mim dizer o que fazer ou não fazer, apenas me cabe o breve espaço de escrever nesse blog o que me pensa a cabeça. E ela pensa que não podemos nos limitar a essa vida só, que não é porque ela é passageira que vamos passar também. Fazer aquilo que nos faz bem deve ser uma filosofia, um modo de vida até, a vida durando muitos anos ou poucos dias, viver vai além de contar quanto tempo ainda nos resta.
Nota a todos anônimos e anônimas, e aos que se identificam também... obrigada pelos comentários, e por favor me mandem e-mail com sugestões, NADA DE CRÍTICAS, se você não gosta do blog é só não o ler... afinal de contas esse blog é para as pessoas anônimas ou não que se identificam ou o admiram "o mundo a escrever", la.linhabolsas@gmail.com ou lalagt@hotmail.com são meus endereços eletrónicos além do espaço para "comentários" aqui mesmo no blog. Obrigada mais uma vez, espero que deem uma passadinha, SEMPRE, por aqui.




Laryssa Galdino

em

Faça o Que Te Deixa Feliz!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O passado passou mesmo?

Quem nunca sentiu um ciúme terrível quando uma ex reaparece na vida dele, mesmo que ela não faça absolutamente nada... confesse: você sente uma profunda vontade de separar ela a tapas dele (risos). Não só quando elas resolvem ressurgir... outras coisas de nosso passado vez ou outra resolvem dá uma passadinha por aqui para dá um olá.
E então, a gente faz o que? Bate na pobrezinha da ex que num teve capacidade pra estar com ele até hoje, ou banca a madura e inabalável e finge que eles simplesmente nunca estiveram juntos? Bem, se pensarmos assim, então você certamente já foi incapaz de manter um relacionamento também, porque provavelmente quase todo mundo já foi o/a ex de alguém.
Ex-melhor-amiga-inseparável, ex-rolo, ex-amor-pra-vida-inteira...ex-alguma-coisa. Fato é que é muito fácil xingar os outros (incluindo as POBRES ex's), atribuir a culpa de seus infortúnios às pessoas ao seu redor e etc. Melhor mesmo pensar que a danada não estar com ele hoje porque não era pra ser. Porque vocês tinham de ficar juntos, e por estarem um com o outro agora...não há porque se importar com o que passou. Certo?!
Mas me parece que quanto mais tentamos aproveitar o passado retirando dele apenas alguma experiência que seja proveitosa, ele sempre reaparece para tentar nos enfraquecer, fazer a gente relembrar um erro, fruto de imaturade, e coisas afins. E agora já tenho absoluta certeza de que nem sempre o passado, na real passou.
Pense na quantidade de mágoas que você guarda, nas coisas que você se arrependeu por não fazer e nas que são melhores não serem comentadas, porque te enchem de vergonha. Mas se serve de consolo... todos têm um passado, por mais sem graça ou cheio de erros que tenha sido. Quem alega não ter do que reclamar, e que o que passou valeu a pena, e todo aquele blá blá blá de pessoa-bem-resolvida... das duas uma: ou realmente é muito foda e fez cada minuto de sua vida valer a pena, ou é muito covarde e não tem peito o bastante pra admitir que como todo principiante na vida: cometeu algumas besteiras e porque não... algumas barbáries.
Esse papo de que ninguém é perfeito, ajuda muito na hora de se recuperar de uma mancada, mas melhor que se apegar à frases feitas de auto-ajuda é acreditar que nada na vida acontece por acaso. E que de alguma forma, como diz Vitor Freire (e não o Charles Chaplin): "é como olhar para trás e vislumbrar como todos os passos não dados foram fundamentais para essa trajetória." Logo, cada mancada e cada acerto te trouxeram até aqui.
E a vida vai continuar, com seu passado resolvido ou não. E com um futuro inteiro pela frente. Eu sei que a maioria das pessoas mandam a gente esquecer o que passou, como se a gente fosse algum tipo de máquina com a habilidade de deletar o que nos fez sofrer. Mas eu digo que não devemos ignorar o que passou, e sim aprender a conviver com ele... com o passado. Aprender que por mais péssimo ou menos ruim que o tenha sido, você sobreviveu, e tem muito a fazer-aprender e viver. Por isso, nada melhor que não cometer os mesmos erros e acreditar sempre que tudo pode ser diferente, porque as pessoas não são iguais, e só porque alguma coisa não deu certo com um terço da população-economicamente-ativa-do-mundo... não significa dizer que vai dá errado com você também, afinal de contas, você não é como eles... que ignora completamente o passado.

Laryssa Galdino
em
Faça o Que Te Faz Feliz!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

3

Não é questão de dias
Não é o tempo que se demora
ou passa ligeiro, veloz.
Três meses são importantes,
tanto quanto os três segundos da despedida
da dor desmedida da saudade
O tempo ao teu lado
(ao lado de qualquer pessoa que amamos)
Merece ser celebrado
não pela extensão
mas pelo bom (e pelo o quanto é bom), pela quantidade de gemidos
e de gritos e de sorrisos
e de abraços, (e dos não dados)
das mordidas, dos beijos, das carícias
e daquela hora em que nos perdemos
É por isso que hoje celebro
não pela quantidade de dias,
mas por serem tão maravilhosos por estarem contigo
(Hugo Marques)

Laryssa Galdino