quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Será que alguém poderia entender?


O mais difícil de falar sobre os outros, é que não conseguimos ser totalmente imparciais, sempre atrelamos a nossa versão nosso ponto de vista.
Queria que pudesse me entender, mas parece que quanto mais eu falo mais injusta e mimada eu pareço, quanto mais eu tento me justificar cometo o erro de tentar me explicar através dos erros dos outros, e é o que eu sempre faço: "Mas eu só fiz isso porque ela fez aquilo", "Eu só pensei isso porque você fez aquilo", "Eu... eu...". Então em algum momento eu parei pra pensar que eu não posso fazer isso pela vida inteira.
Um vez uma psicóloga falou na TV, que as pessoas são livres para sentir raiva, para falar coisas desagradáveis, para demonstrarem amor, etc etc etc mas que cada um deve ter consciência da consequência de suas atitudes, que não importa o que o outro disse que lhe magoou, não importa que o mundo mate-roube-minta, você não precisa e nem deve agir do mesmo jeito, não precisa permitir que suas atitudes sejam reflexos das dos outros. Ame intensamente, grite pro horizonte, ande até se cansar, beba uma água-de-coco bem gelada, respire o mais fundo que puder, evite as palavras de ódio impensadas. Não se justifique, mas faça com que sua vida mostre a todos quem você é, vai levar um bom tempo, mas eu tenho certeza que vai valer a pena.
E o mais importante não é que os outros te intendam, mas que você se entenda, se goste, se cuide e se sinta feliz. Afinal o passado passou, hoje ele não é mais importante que o futuro de sorrisos a minha espera. Um futuro que não permite bagagem extra, por levarei só o necessário... papel e caneta pra escrever tudo de novo de hoje em diante.
Não me importo se não entende, se eu não consigo lidar com todos os meus problemas e se é incompreensível a minha realidade, não me importo porque aprendi que o tempo tudo mostra e tudo ensina. Vai mostrar pra mim também, e me ensinar muito ainda.


Laryssa Galdino Tertuliano
em
Quem está falando a verdade?




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Eu preciso escrever!

Talvez poucos entendam quando eu digo da absoluta necessidade que tenho de escrever. Confesso que tentei algumas vezes formular alguma idéia com um pouco de sentido e que nos trouxesse algum tanto de reflexão considerada, mas enquanto eu pensava diante da tela do computador, apenas frases feitas e figurinhas repetidas me vieram aos dedos.
E por pensar tanto, mergulhei numa descoberta de o quanto eu sou e de o que sou e das quantas coisas que eu apenas escrevo-falo-penso... mas se perdem logo depois. As palavras, as pessoas... eu gosto tanto de observá-las. (É, se você me pegar de olhos vidrados para algum lugar não estou fazendo nada, se não observando). E mesmo apesar de tanta sabedoria e observação, percebi como sou hipócrita em alguns tantos momentos da minha vida.
O objetivo do post não é me expor, nem me difamar, é só escrever e isso me será o bastante. Olhando as pessoas eu aprendi-descobri algumas coisas, a mais importante, eu considero nesse momento, é que somos todos muito diferentes e não importa o quanto eu me policie e evite, sou capaz de cometer os mesmos erros de qualquer um que eu possa ter criticado. Mas não é por dizer que os posso fazer que eu os farei... se é que me entendem.
Não fui falsa com as pessoas, por favor, se algum amigo meu estiver lendo isso, não me interprete mal... a verdade é que só fui hipócrita comigo mesma. Já perdi as contas de quantas vezes me substimei, me tranquei em vão, até decidi não usar palavras como: nunca, jamais ou qualquer uma que me comprometa com algo que eventualmente eu não possa cumprir, e confesso também que andei errando menos depois que troquei as loucas juras de amor por sinceros "eu adoro está perto de você e gostaria de sempre poder sentir isso", me sinto mais aliviada em não dizer algo que foge da minha habilidade de mortal.
Outras frasezinhas que pretendo eliminar é "como isso pode acontecer?!" (cara de espanto) "como fulano permitiu isso?!" (cara de horror) ... e sabe porque? porque todo mundo é feito tão de carne quanto eu. E não é por reconhecer meus limites que eu deixo de lado minhas virtudes, mas acredito que no dia que eu entender que eu sou humana e posso errar vou viver mais em paz comigo mesma, mais relaxada como tantos me pedem para agir.
A coisa que quero com muita garra neste momento, é redescobrir o amor de escrever as coisas como elas são, como eu as vejo e como eu acredito que sejam... não quero mais confabular nada, nem morrer de culpa ou remorso, quero apenas viver, e que seja um dia de cada vez e cada hora com seu encanto ou com sua dor. Experimente fazer o mesmo, entender que é maravilhoso aprender sobre si mesmo.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Eu nunca li essas cartas.

... "com infinito amor, te espero." Estas foram as últimas palavras que ela leu de uma das cartas trocadas entre os amantes, pensou errado, entendeu de sua forma e as suas conclusões levaram a uma loucura fundamentada numa carta de amor de tantos anos atrás. Seu coração acelera ao pensar que em quanto vivos esses amantes por um ínfimo desejo que seja, esperam por se encontrar e mesmo que não se beijem... seus olhos verão o interior um do outro, penetrarão no mais íntimo da alma e saberão qual de fato são seus planos. E se forem os mesmos? E se... Esqueça! Ando pensando nesse encontro mais que os dois certamente. E esta carta que nunca li e imagino feito tola como seria.

Laryssa Galdino

Viva o Hoje!

(...)
A verdade é que nem sempre as pessoas querem ser esquecidas, poucos se contentariam em ser apenas uma boa história, uma boa lembrança... querem sempre está presentes no rodapé das próximas páginas, nas comparações absurdas entre ex e atuais e acasos e das palavras trocadas. Mesmos apelidos e outros íntimos que eu jamais entenderia, porque para mim não significam nada. Sabe, o amor é como uma pintura abstrata, ele acontece diferente pra cada pessoa.
Às vezes nos apaixonamos por pessoas que têm os mesmos sonhos que a gente, outras por pessoas totalmente diferentes... ah! também amamos o impossível, quanto mais longe e mais difícil... mais amamos. Amamos a idéia de vencer todas as barreiras e criar o próprio conto-de-fadas-particular.
Amamos conquistar, mas também amamos ser conquistados e surpreendidos. E mesmo com todas as dúvidas e as coisas do passado que reaparecem e tantas adversidades que surgem, amamos a segurança de poder contar com o outro. A segurança é "the big key" dos relacionamentos. Quando não confio em mim mesma ou em quem está comigo eu me torno escrava de "achismos". "Eu acho que ele tem outra", "Eu acho que ele não gosta tanto de mim", "Eu acho que preciso fazer alguma coisa"... e vai se achando, mas de fato não se encontra nenhuma solução, não existe a certeza de nada. E a insegurança corrói algo muito importante: nosso raciocínio. Esquecemos de todos os momentos bons e de todas as palavras de afeto trocadas entre os dois e passamos a imaginar algo que não sabemos mesmo como aconteceu, nos magoando com o que não é sólido nem palpável: a imaginação. Mas isso é loucura! Cada pessoa, por mais horrenda que seja precisa encontrar algo apenas seu, a sua coisa maravilhosa.
Ao percebermos que somos um ser incrível, evitando as comparações desnecessárias aprendemos a confiar em nós mesmos. E isso é ótimo!
Certa vez li em um site de pensamentos: "A confiança que temos nos outros revela a confiança que temos em nós mesmos." Não podemos deixar de acreditar que no mundo de hoje, mesmo com tantas mentiras e crueldades, não se possa encontrar alguém de caráter que vai fazer com que cada minuto entre a gente seja DELICIOSO.
Hoje faz exatos 6 meses que eu encontrei alguém assim: inacreditavelmente surpreendente e atencioso (dentre outras características que guardo para seus ouvidos em particular). Mesmo sem ele ter atendido o celular nessa madrugada pra eu ouvir a voz dele, e mesmo quando ele fica falando das fulanas da TV (ele faz de propósito pra eu ficar com ciúmes), e mesmo com um monte de outras coisas eu o amo e estou feliz que a gente esteja juntos. Estou feliz em ter dito sim naquele 21 de julho, confesso que depois daquele dia... não imagino como estariam sendo os meus dias sem tê-lo participando deles.


Laryssa Galdino
em
Tudo pode acontecer.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O passado passou mesmo? [x2]

Não sei se por vingança ou por amadurecimento próprio vou compartilhar hoje neste blog de um amor que nunca esqueci. Nunca esqueci o amor de criança quando tinha oito anos e dei meu primeiro beijo, a gente jurou um pro outro que iríamos namorar escondidos até completarmos quinze anos e depois nos casaríamos etc etc etc, mas isso não aconteceu, no mesmo ano eu desmanchei o "relacionamento" e voltei a brincar de bonecas e dizer que odiava meninos, o normal nessa idade. Dois anos mais tarde, na quarta série, conheci o meu segundo amor, um garoto da sexta série. Com ele foi engraçado, porque nos amamos por três anos e nunca se quer nos beijamos, lembro que uma vez ele me deu uma caixa de chocolate e quase apanhei por causa disso, minha mãe pensou que eu namorava escondido e segundo ela eu não tinha idade para namorar ainda. O tempo passou e eu fiquei um tempo sem amar ninguém, apareciam uns garotos, mas por serem mais velhos que eu eles não me davam muita bola... então o tempo passou novamente e eu comecei a ter outros amores. Acho que o amor mais forte que tive (pelo menos na época pareceu) foi aos quartoze anos, queria por que queria namorar com um menino, mas passei oito meses tentando fazer com que ele entendesse isso, no meio do caminho tive meu primeiro namorado, que embora na época não tenha sido tão bom, hoje as mágoas foram esquecidas e somos até amigos de MSN. Sim, mas ele foi no meio do caminho ... um mês depois de romper com o ele comecei a namorar com o rapaz que achei que fosse o amor da minha vida, e esse relacionamento durou dois anos e dois meses... mas infelizmente, ou não, éramos mais amigos que namorados e um dia percebi que eu não queria passar toda minha vida com ele, que apesar de ser uma boa pessoa, eu não sentia paixão por ele... e sem paixão não dá! Então... o tempo passou, como sempre passa, e no fim do mesmo ano que terminamos, conheci outro rapaz que pensei de fato ter me apaixonado para sempre. Primeiro eu odiava tudo nele, depois eu me apaixonei por tudo que antes eu odiava, mas a amizade não deu em namoro como cogitei, hoje somos amigos e gosto muito dele, mas não temos nada a ver um com o outro, exceto a prática incontrolável de fazer trocadilhos com as palavras . Quase um ano se passou, na verdade onze meses, e eu encontrei o cara mais irritante da face da terra, um de meus monitores na universidade, é agora eu estou na universidade (risos). Bem, no começo pensei que nunca falaria com ele, depois não conseguia parar de falar com ele e dado pouco mais de um mês e alguns dias (veja só que rápido) começamos a namorar!!! E não me arrependi de nada que nos aconteceu até hoje. Ele é maravilhoso. Mas, qual o meu objetivo de descrever essa minha trajetória amorosa? Obviamente, nomes e detalhes são omitidos porque, tirando o último homem citado, nada interessa saber deles. Meu objetivo na verdade é falar do passado, eu sei que todo mundo manda a gente esquecer ele, deixar ele pra lá, etc etc etc... mas eu não penso assim, afinal... todos os meus erros, meus amores, meus medos... tudo que me ACONTECEU contribuiu para o que sou hoje. E embora algumas pessoas e alguns tantos fatos não signifiquem mais nada para mim, não me arranquem mais suspiros, não me machuquem mais, embora muita coisa tenha mudado, eu tenha crescido e etc etc etc... essas coisas nunca vão ser apagadas de mim, nunca poderei simplesmente esquecê-las. No entanto, não considero isso lamentável, nem triste, nem nada. Acredito que tudo que tenha sua contribuição na pessoa que nos tornamos é válido e não deve ser menosprezado. Entendo também que não importa quão válidas tenham sido todas as pessoas e situações que passaram por nossa vida, nosso futuro é sem dúvida o mais preocupante (o que nos prende mais a atenção assim imagino). Porque o passado, independente de como tenha sido, não pode ser alterado. Mas o futuro é uma incógnita, é dinâmico e notavelmente mutante. O amanhã ainda está por ser, e não adianta ter sido qualquer coisa ou ter vivido com esplendor um maravilhoso momento, porque apesar de sermos feitos de história é o mistério que nos mantêm acesos, é o desejo de viver o que está por vim e a satisfação em poder fazer parte do futuro de alguém que se torna mesmo importante, porque não: especial! Não que o que passou não seja, mas apenas passou e não é mais. O passado e nossas lembranças são extremamente e sem dúvida necessárias, mas não são delas que se alimentam os nossos sonhos do amanhã, nossos sonhos se alimentam do presente, da vivência e de uma conquista e descobertas mútuas e diárias. Assim eu espero, porque caso seja o contrário, minha vida seria um caos e a qualquer momento todas minhas perspectivas poderiam ser modificadas e eu não gostaria que isso acontecesse, não gostaria que o passado me impedisse a felicidade plena.

Laryssa Galdino
Em
Alguém Especial Reconhece Outro Alguém Especial.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Todo Mundo Tem Um Tesouro Guardado.

Hoje enquanto ela caminhava por entre os caminhos da sua cidade interna, percebeu num canto escondido e empoeirado uma pequena janela, abriu e soprou para limpar um pouco a vista. Logo certos raios de brilho se mostram, mal podia acreditar que tinha ali guardado aquele tesouro de brilho e compreensão. Pegou tudo que cabia em sua mãos, correu para um outro canto da cidade e se pôs a limpar artifício por artifício, cada pedra brilhante de respeito, esperança... uma bicicleta que nunca teve e algumas bonecas do tempo de menina. Num lago metido no meio do mato ela se sentou a beira e ficou lá muitas horas, admirando as coisas que teve e os sonhos que a esperam para acontecer. 
Sorriu e ainda riu uma riso cheio de doçura. Um uma emoção veio embutida em sua gargalhada, seus olhos irradiavam a glória de ter encontrado seu próprio tesouro, crenças de  criança e a fé em si mesma que com o tempo a gente esquece e troca por medo no lugar da auto-confiança.
No lugarzinho paradisíaco ela ficou a refletir em como podia contar consigo mesma, em como sua melhor amiga eram suas próprias entranhas e que a fidelidade que tivera esse tempo todo guardada em seu tesouro mais que especial lhe fazia merecer toda sorte de bênçãos do mundo. 
Essa tarde foi diferente, ela aprendeu muito e viu que pode aprender ainda mais com os outros, que uma simples pesquisa pela Internet, algo que ela não levara muita fé, era capaz de lhe fazer entender muitas coisas sobre si mesma. Coisa bobas, sem muitos arrodeios ela se  linda, muito linda. Depois de limpar seu relicário de pureza, ela sentiu um vento balançando seus fios de cabelos, que lhe trouxe uma mensagem de esperança.
Nem todo mundo foi atingido pelos sentimentos desumanos. Na vida é possível encontrar pessoas incríveis e isso não quer dizer que cada uma não tenha seu valor, algo especial próprio apenas a cada um. Algo como o tesouro que ela encontrou em meio a seus sentimentos de medo. Percebera então que talvez tudo conspirou para seu encontro íntimo. Para descobrir que a felicidade não é palpável, mas é possível. E que sonhos existem para se tornarem reais. Quando alguém reconhece isso em si mesmo, a possibilidade de acerto, acaba deixando que alguém especial também a note, e quando isso acontece entrelaçam-se laços que não podem ser rompidos, que não podem não por falta de possibilidade, mas pelo simples fato de não ser preciso, não ser necessário... pelo milagre de ter encontrado algo que te faça acordar e agradecer por está vivo, algo que te faz desejar está perto, sentir o toque e realizar sonhos e sonhar outros tantos sonhos. Quando algo é pra ser o universo conspira para que se firme.



Laryssa Galdino

O Que Tiver De Ser, Será.

Apesar de ser muito dramática em boa parte do tempo, quando escrevo prefiro que soe como algo sensato, mesmo que certamente já devo ter cometido muitos enganos. Esse ano tem sido bem diferente, porque me trouxe muitas coisas boas ( a faculdade, novos amigos, um amor), mas também vai fechar com chave de ouro: Vou passar um mês longe de uma pessoa que aprendi a amar por demais até!
Quando o conheci, não imaginei que ficaríamos se quer amigos e hoje o considero além de um grande amigo, um maravilhoso namorado!
Quando ele me ligou e disse que tinha uma novidade para me contar, eu sabia que era algo que me deixaria um tanto triste, pois ele insistiu em me contar apenas pessoalmente. Então como ele gosta sempre de ir direto ao ponto, lembro de começar a chorar quando ouvi algo do tipo "vou passar um mês em Brasília a trabalho"
Fiquei tão sem chão. Disse que estava feliz por ele, mas estava chorando de saudade (doía tudo por dentro e não consegui entender). Mas ai ele falou "calma amor, é só por um mês!" Juro que tentei conter, mas só conseguia chorar ainda mais.
Depois do jantar, quando ele foi embora, eu me deitei e fiquei tentando absorver aquilo, "eu juro que estou feliz por ele" - repeti infinitas vezes para mim mesma e tentei me acalmar. Fiquei com tanto medo de não ser suficientemente especial para não perdê-lo. (bobagem)
Meu consolo demorou a chegar, talvez ele só me veio a pouco enquanto pensava no que escrever aqui no blog. Lembro de uma frase que ele me disse certa vez quando eu relutava em me entregar ao que sentia por ele:"Quando uma coisa é pra acontecer absolutamente nada pode impedir". Essa frase se tornou meu guia, sempre digo a ele "Meu bem, o que tiver de ser será..." Mas dessa vez demorei a me lembrar disso. Enquanto me derramava em lágrimas lembrando das primeiras conversas entre a gente, do dia em que ele pediu meu MSN, do primeiro encontro, do primeiro beijo etc etc etc, me lembrei dessa frase e pensei que quando duas pessoas devem ficar juntas absolutamente nada pode impedir, e se ele for mesmo meu cavaleiro eu não o perderei por causa de uma viagem e de um encontro que possa acontecer.
É difícil pra mim pensar assim, na verdade estou com muito medo, mas pensei em outra coisa também: Todas as coisas que num primeiro momento se mostraram terríveis para mim, com o tempo se tornaram compreensíveis, e hoje eu percebo que se não tivessem ocorrido, do tal modo que ocorreram, então não teria sido bom nem para mim nem para as pessoas envolvidas.
Logo, espero que essa boa-nova-de-fim-de-ano me ensine algo. E que se nós não acabarmos juntos e felizes para sempre... ao menos terminemos felizes. Mas que fique bem claro que não é o que desejo! Desejo que você volte a salvo para os meus braços amor, mas não posso ser egoísta e querer prendê-lo a mim. Porque eu te amo demais e quero que você seja feliz, quero que você seja livre, que você conheça todos os lugares do mundo, que você conquiste tudo que estiver além das possibilidades e que acima de tudo... seja muito feliz! TT
"Amo a liberdade e por isso deixo livre ao que amo, se ficar é porque de fato o conquistei, mas se partir é porque nunca o tive."
Minha avó sempre diz que não há um mal que não traga um bem, e espero que essa terrível saudade que vou sentir da sua ausência me traga um bem. Espero que eu aprenda a confiar mais em mim mesma e a confiar mais em Deus e na vida. Espero também que eu me surpreenda, tal qual como te surpreendo. E que me mostre capaz de suportar o que eu nem entendo como conseguiria.
PS. : Eu Te Amo =)
Laryssa Galdino

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Toma lá, da cá!

Não é engraçado como adoramos competir com os outros? Se alguém chega dizendo que teve uma prova difícil quase de imediato surge um colega dizendo: "Que nada, essa matéria é rasgada! Difícil foi a prova que eu tive agora, o professor colocou 4 demonstrações de física e ainda mandou a gente fazer um relatório dos últimos experimentos realizados há um mês... e tudo isso pra fazer em 3 horas!!!". Mas não para por ai, vai surgir outro contando uma historinha ainda pior e assim sucessivamente até que todos acabem suas histórias.
Se você fala que no seu tempo de 2º grau, nunca foi reprovado ou coisa do tipo, por ser muito dedicado aos estudos, logo alguém duvida... diz que na certa seu colégio não era muito puxado e justifica dizendo que no seu colégio as disciplinas eram tão puxadas que ele ficava noites sem dormir estudando.
Quando alguém no trabalho comenta que está muito feliz porque seu filho é inteligente aparece logo alguém dizendo que O SEU filho é que é demais, quase um gênio... e que a psicóloga da creche dele disse que ele pode ser o próximo Albert Einstein. ¬¬
Adoramos fazer isso, mostrar que nossos problemas ou nossas sucessos são MAIORES e melhores. Nunca ninguém está f%&*@ o bastante se não você!
Isso não é chato? Em dias que queremos apenas que alguém diga : "Eu entendo você, também passei por maus bocados pra pagar essa cadeira, mas você consegue!" Encontramos apenas pessoas tentando fazer nossos problemas inferiores aos dela. Como se fôssemos iguais e como se tivéssemos de reagir do mesmo modo aos obstáculos, às dificuldades.
A verdade, ou o que vejo, é que as pessoas não se importam mais em ajudar, entender etc etc etc... apenas querem mostrar, não todas obviamente, que OS SEUS problemas é que são insolúveis, e que A SUA vida é que é corrida e complicada.
Então, da próxima vez que alguém dizer "A minha prova é que foi difícil, o MEU professor é que é carrasco, o MEU curso é que é interminável" etc etc etc... Ignore e mude de assunto ou sua conversa vai se tornar um mero bate-rebate de problemas.

Laryssa Galdino

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

=)

De todas as palavras que já tivera ouvido naquela discussão sem fim, uma lhe prendeu o pensar: infantil. Ficou imaginando que ser infantil é algo que nos ocorre após sermos bebes, então concluiu que já se era alguma coisa, um crescimento! E depois de infantil podia-se até alcançar a adolescência. Mas o que fazer para isso? Aprender. Aprender a lidar com o NOVO.
Crianças choram, gritam e se desesperam... adolescentes quase sempre também... o que é certo a fazer nunca parece muito óbvio quando se tem 13 anos, mas aos 19... Então viu-se ali com o pensamento nisso, e meteu-se a imaginar sua vida. Viu que era muito mais bonita ao lado de quem ama e esqueceu o infortúnio... essas coisas, ressuscitou, vem apenas para a desgraça, não se deve dá bola para o que não se pode conter. Deixa está! Melhor que fazer dessa gota uma tempestade da qual não se poderá fugir depois.
Sorriu, achou que já nem foi mais tão infantil, podia-se a perceber uma mocidade, ainda que iniciante.
O Casamento
Casamento não o sim dele e o dela, não são as alianças, nem muito menos uma festa ou um papel cheio de assinaturas. Casamento é o compromisso de duas pessoas que se gostam muito e querem conviver uma com a outra sob o mesmo teto. Acordar e servir café, voltar das reuniões noturnas para o mesmo canto, discutir por besteiras que só se notam dentro da mesma casa. Casar é tão bonito, eu acho que é, e ela também acha, porque somos muito parecidas. Fui a um casamento no último fim de semana, vi dois jovens dizendo "eu te amo" em público e achei inspirador. Desejo que todos os dias deles sejam cheios de amor e que este ainda (re)exista ainda que venha a vontade de desistir.
O reencontro
Não podia ser melhor. O cheiro esperado por longas 26 horas, os beijos que fazem muitas falta e aos quais não se podem esquecer. O abraço, o sorriso íntimo e as conversas francas entre dois amantes.
Os sonhos
Foram tantos, foram muitos, foram vários... blá blá blá. "Você é mesmo uma matraquinha, mas eu te amo" ela sorriu e até tentou se conter, mas tudo que lhe vinha a cabeça ela falava e eles riam, riam muito porque perceberam que se completam, e se completavam mesmo. Não como nos filmes, falo de vida real. Ele fazia drama e ela o acalmava, ela achava-se meio decaída e ele a levantava e juntos escolheram a canção que poderia vim a ser o prelúdio de um gesto de amor, outro de tantos aos quais chamamos: entrega.
Não poderia dormir antes de escrever, meus dedos incomodados não viam muita graça no lápis de tinta azul, preferem o teclado macio, aqui parece que se flui mais rápido e que logo se eterniza o pensamento em postagens quase secretas.
Boa Noite.


Laryssa Galdino

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O infortúnio da confiança.

Ela era uma garota como outra qualquer, ou talvez não. Usava a Internet para conhecer um mundo imenso ao qual almejava escrever. Suas idéias nem sempre eram comuns, mas ela não aspirava por tornar-se mais uma no senso esperado das coisas. E o que aconteceu? Entregou-se a um homem que não se tinha por satisfeito, que achou que em seus direitos incluía ver outras mulheres sem roupa na rede. Para muitos psicólogos e muitos seres humanos de sua idade, aquilo era completamente normal e não se entendia porque ela ficou se sentindo tão traída.Mas é que para essa garota de pensamentos incomuns, você ver seios, bundas e periquitas de mulheres com quem não se têm nenhum laço afetivo é coisa de otário. Ela é linda, seios arrendodados e palpáveis, pele macia e sempre cheirosa, seus cabelos lisos lhe desenham a face de uma menina-mulher, sedutora e inocente num misto empolgante. Seus beijos deliram a boca e os pensamentos de quem os têm, seus toques... ia se descobrindo todo dia, deixando que a tocasse aqui e acolá. Se sentia absoluta entregue, deixou que um homem lhe visse de seios nus. Deixou-o os tocar, amassar seu corpo contra o seu e gritar prazeres, foi amada e desejada como única, ou pensava que a era. E agora isto. Seu amado se deleitava com os seus peitos e o de sabe quantas putas pela rede? Via seus olhos brilhando, e quanto mais olhos malandros já não o teria experimentado na ilusão do computador? Mas para ela, que tão sincera se entregava e se deixou invadir não achava normal que um homem a amasse e visse tantas outras sem roupa por aí. Se sentiu tão inútil, tão pequena. Não que fosse, porque ela de fato é linda, suas genitais, suas bochechas, tudo nela é interessante e atraente... (mas não o bastante para um otário que anseia sempre mais). E se viu tão desfrutável, como sendo ela para ele a realização de um desejo oriundo de pornografias encontradas avulsamente. Ela,uma mulher especial, sendo tocada como folha de mato adentro por peões desgarrados de honra. Se olhou na sombra da parede que tanta noites e tardes de puberdade observou e tudo que vio agora foi a face opaca de uma mulher incapaz de o satisfazer. Tornou seus olhos para o cretino, e o vio sorrindo como se o seu ato profano fosse comum e nada haveria ela de o contradizer. Seu coração partiu em pedaços, em milhares talvez, se sentiu provocada, subestimada, usada e ainda... sentiu que tinha feito uma grande besteira em confiar num homem.

Laryssa Galdino
em
Conflitos