terça-feira, 21 de outubro de 2008

3

Não é questão de dias
Não é o tempo que se demora
ou passa ligeiro, veloz.
Três meses são importantes,
tanto quanto os três segundos da despedida
da dor desmedida da saudade
O tempo ao teu lado
(ao lado de qualquer pessoa que amamos)
Merece ser celebrado
não pela extensão
mas pelo bom (e pelo o quanto é bom), pela quantidade de gemidos
e de gritos e de sorrisos
e de abraços, (e dos não dados)
das mordidas, dos beijos, das carícias
e daquela hora em que nos perdemos
É por isso que hoje celebro
não pela quantidade de dias,
mas por serem tão maravilhosos por estarem contigo
(Hugo Marques)

Laryssa Galdino

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A sua maneira

Ele não era o tipo de cara que ficava sozinho nas festas ou em qualquer lugar que fosse. Alguns dizem que é um "mel" que passaram nele quando nasceu. Ele mesmo costuma se gabar dizendo que toda mulher que o conhece por ele se apaixona. O interessante desse metido a cafajeste, é que suas "ex's" não guardam o mínimo rancor. Incrivelmente ele consegue se tornar amigo de todas elas.
Talvez ele seja mesmo um bom amigo, vai saber. Mas acho que apesar de o "conto-de-fadas" ao seu lado durar pouco tempo é absolutamente inesquecível para as garotas que se rendem aos seus braços.
Uma mistura de cômico, cínico e sedutor. Fato é que as mulheres gostam mesmo dele. E daí que foram usadas e dispensadas? Elas não dão a mínima, se tornam eternamente gratas por simplesmente passarem por sua inconfudível vida.
Acredite, ele não é o mais bonito dentre os mortais. Em minha curta observação percebi que certamente o que faz com que tantas mulheres fiquem elouquecidas por ele, se deve a maneira especial que ele trata cada uma. Mesmo que todas tenham a mesma certeza de que aquele beijo e coisa e tal não passará de uma ou algumas noites, o que elas sentem é tão único que supera o fato do pouco-tempo.
Apesar de por muitos meses eu ter uma imagem "degradante" dele, hoje penso que ele é só um cara que quer aproveitar a vida, e apesar de não se prender a nenhuma mulher, sabe tratá-las com respeito, verdade e carinho. Mesmo que para você pareça uma falta dele, do respeito... "nowdays" eu defendo e acredito que ele não é uma canalha, afinal, nunca soube de um caso de alguém ter ficado realmente chateada com ele por ter ouvido um sutil NÃO (seu) a palavra compromisso.
A verdade é que a sua maneira ele soube conquistar o coração de muitas pessoas do sexo feminino, e dizem que algumas do sexo masculino também (eu não duvido)- risos. Mas brincadeiras a parte, a todas que pensaram ter encontrado o homem de sua vida, a sua tampa de panela, o seu chinelo velho ou qualquer nome que se dê a cara-metade... trago o consolo que de fato ganharam um amigo, e apenas isso, pelo menos até enquanto ele achar que não que não é hora de se "prender" a nenhuma das ilegais-mulheres ou mulheres-legais que tenham passado por ele.

Laryssa Galdino
em
Macaco sem galho.

domingo, 12 de outubro de 2008

Tudo é Possível.

Eu gosto dessa palavra: POSSIBILIDADE. Acredito que as possibilidades estão por toda parte, e que nós podemos encontrá-las se quisermos. Eu não sei exatamente (outra palavra que gosto: EXATAMENTE) o que será de meu futuro, o que irá acontecer. Mas não me angustio ao pensar nele. Até porque também acredito na força de nosso pensamento, sei que meu futuro será consequência de minhas atitudes HOJE (e da de outras pessoas também, mas mais de nossas)... logo, devo me preocupar com o que estou fazendo. E deixar que a vida aconteça como uma reação em cadeia.

Reação em cadeia parece nome de filme de horror. E falando em filmes, de um tempo pra cá tenho mudado muito meu gosto cinematográfico. Antes eu não resistia a um filme de amor, sabia todas as histórias decoradinhas. Hoje eu tou mais pra filmes de tiro. (risos) Aqueles em que a ação é o mais importante que as palavras. E isso me lembra o conceito de romantismo que formulei com o tempo.

Primeiro vou falar sobre o que acho que não é ser romântico. Se você se acha o último romântico porque chora, manda flores para mulher amada, liga de cinco em cinco minutos perguntando como ela está, faz de tudo (até coisas que não gosta) para vê-la sorrir, a leva a lugares caros e a enche de presentes... huuun, para mim... você não é romântico! Mas também não acho errado fazer essas coisas, exceto o "fazer coisas que não gosta para agradar o outro" e ai está o primeiro requisito para ser romântico segundo meu conceito: Respeitar as diferenças. Ser original e fazer as coisas que os deixam felizes.

Em prosa mais resumida. Um verdadeiro romântico é aquele que fala com um olhar, com o toque, com o cheiro. Não é necessário muitas palavras, mas ele também não é 100% ação, EQUILÍBRIO é uma característica desse tipo de pessoa. Saber arrancar sorrisos sem fazer muito esforço, consolar em meio a tempestade, tornar cada momento único mesmo que seja relativamente simples, telefonar de vez em quando, mas justamente quando você menos espera. É, ser SURPREENDENTE é outra aptidão que não pode faltar ao romântico da vez. Entre tantos elementos que compõem meu romântico o mais importante mesmo é que ele não seja arrogante, nem individualista, nem TOTALMENTE insensível.

Mas que seja ele mesmo, e que assim me conquiste sendo sincero.
Eu não tenho um exemplo de romântico, na verdade, esse texto foi/é uma descrição de alguém que é muito importante pra mim: Hugo Marques, que dentre mil coisas que o é e representa, me ensinou que ser romântico é algo que foge ao superficial dos filmes de amor.

Laryssa Galdino
em
Meu Romântico

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O tê-rê-rê Dos Brincos

Mas que zuadinha é essa em meu ouvido. Eu penso que alguém quer chamar minha atenção. Fechei janelas de descompassadas conversas. Ontem ela pensou até em desistir do sonho de uma grande canção de amor. Olhou pro céu e viu os aviões caindo, lá da Índia poderia parecer até discos voadores ou qualquer brilho bonito. Mas essas pontinhas cintilantes meu senhor, é a marca de uma guerra. Disputa de muitos anos entre a ganância e o ... os homens e as mulheres o querem desesperadamente.
O poder lhes dá dinheiro, o bastante pra comprar necessidades inventadas. Brincos que fazem um balangandã quando passam, são de cristais pérolas raras por si só. São vestidos mal passados que não vestem: mostram quem tem mais PODER.
Eu não odeio o poder, também não espero das pessoas atitudes mais justas, apenas menos arrogantes. Afinal, tem muita gente que consegue o que quer com garra e literalmente "correndo-atrás", então não vejo problema de se conseguir um certo prestígio com isso. Mas só porque você tem poder, seja ele de qual tipo for, não significa que você deve tratar mal às pessoas ao seu der redor... até porque dinheiro pode acabar, e quando se está pobre, tudo que nos resta são os amigos, os verdadeiros obviamente.
Mas eu defendo que todo mundo, qualquer um que seja, deve desejar qualquer coisa e fazer desse desejo o combustível para continuar acordado e fazendo coisas que às vezes nem se gosta tanto, mas que se justificam pelo esforço em alcançar o que se DESEJA.
Então, o poder não é necessariamente ruim. Ser o pobre-coitadinho não é sinonimo de ser uma pessoa legal. Ser humilde não é andar com farrapos e falar baixinho. Tem tantos conceitos que precisam ser mudados, mas não porque eu simplesmente ache que devam, é porque eu fico pensando e acho curioso, em como a gente esquece de questionar muitas vezes e apenas aceita os erros genéricos que vêm acontecendo desde o tempo que vovó era chamada de gatinha.
Exemplo: quem foi que disse que azul ou roxo é a cor da moda? e quem precisa se vestir com calças tão baixas que mostram a calcinha? (a moda não deve ser um guia de nossa personalidade). Eu procuro usar as roupas que me fazem bem, que despertam os olhares de quem amo. Se estão na moda também - legal por que vou encontrá-las por toda cidade. Mas se não, paciência, não posso deixar que o Paraíba Fashion Week me diga como vou me vestir e me comportar. Afinal, a tendência que eu aconselho a seguir é a própria tendência do seu humor.

Laryssa Galdino
em
Eventuais Crônicas -Faça o que te deixa feliz!

Barulho de Um Riacho

Hoje está tudo mais calmo. Enquanto voltava pra casa, ela vio gotas de chuva no parabrisa do carro. Pensou em como foi bom ter trazido o casaco. Com o tempo a gente se acostuma a prever se vai chover ou não, essa coisa que chamam de experiência não é mesmo? Eu não sei quanto de experiência se ganha por dia, acho também que varia muito pra cada pessoa.
Ela apenas pensa sozinha em suas próprias histórias, acaba por perceber que tudo o que pensou às vezes não passa de bobagem, principalmente aos fatos ligados ao amor. Da vida não se sabe o que vai acontecer. Seu caminho está sempre prestes a mudar e tudo acontece rápido demais.
Seu coração, angustiado. Porque os bancários tinham de entrar de greve justo na semana de eu receber meu salário?
Que não é muito, mas o necessário, ela diria que a conta exata. A equação perfeita que dá igual a contas pagas. Isso de dever é tão ruim não é verdade? Bem vindo ao mundo dos adultos, pensa assim. Sorri querendo chorar, mas se desesperar para quê? Acaba-se que por fim tudo termina num acordo, nome limpo na praça e vontade de consumir pra cair no ciclo vicioso que é comprar e dever.
Não se trata de descontrole. É só uma questão mesmo boba de confiar-se nos planos infalíveis, mas na vida tudo muda tanto e principalmente o dinheiro, muda demais. A gente traça todo o orçamento, ai ele muda. Não vem esse mês, é como acontece. E a gente precisa continuar.
Tem dias que ela gosta de imaginar o barulhos de águas tranquilas de um riacho. Isso lhe acalma, ajuda a refrescar o pensamento e a dá forças pra continuar. A água lhe é boa para tudo e tudo com seu soar, como o da chuva agora, a faz bem. Muito bem, bem demais.
Me faz crê que as águas que vêm, me trazem alguma coisa boa, algo que me alegrará.

Laryssa Galdino

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Adeus Humanos

O que devemos escrever quando estamos "puta da vida" ? Poeminhas? Lamentações? ou apenas chutar o pau da barraca e dizer tudo que nos tem deixado assim, prestes a gritar bem alto "aaaaaaaaaaah"? Hoje eu estou puta da vida, acho que nunca quis tanto chamar um palavrão. Sabe por quê? Palavrões soam ferozes, como se fosse um bicho dentro de nós que falasse, e não nossa capa de humano. Quando a gente chama um palavrão, até acalma a alma, alivia o espírito.
Não que ela seja mesmo uma vaca, nem que o num-sei-quem seja um imbecil. É só que o simples fato de xingar alguém ou o mundo, o faz parecer insignificante e porque não... incapaz de nos atingir.
Geralmente eu não xingo, eu desprezo, ignoro, finjo que nem estou vendo-ouvindo. Mas tem dias que não dá mesmo para continuar contendo aquele palavrão na garganta. Tem dias e HORAS que só ele é perfeito pra expressar toda sua (minha) raiva.
Então chega seu sangue ferve nas veias e não é de tesão, é de raiva... muita raiva. Raiva por não ser compreendida, por não entender a miserável questão, por não poder fazer uma coisa diferente, por aquela garota insuportável que não pára de falar durante a aula inteira. Raiva, ira, "droga-de-vida", tem horas que tudo se mistura com uma dose forte de conhaque, e aí o cérebro esquenta e não se consegue ser racional.
Eu nem sei se realmente estou com raiva, na verdade eu detesto quando alguém ler um texto meu e fica tentando interpretar o que eu estou sentindo ou de quem estou falando, por favor não-façam-isso! Considere que quem vos escreve é o Eu-Lírico de mim, e não EU propriamente. Escrever é para mim um ato de libertação.
Deixo correr pelo papel meus sonhos, meus desejos, deixo-vos minha ira, e a paz e tudo mais que muitas vezes não é típico de mim, mas se passa em minha mente. Não, eu não quero matar ninguém, mas confesse se não seria fabuloso poder dá um tiro no pecado e ver o gozo chorando um pranto inesgotável ao lado de seu corpo gélido e sem vida. Seria.
Mate. Xingue. Roube. Não precisa ser de verdade, feche os olhos e liberte aqueles pensamentos que nem mesmo você sabia que existiam, não faz mal nenhum pensar e escrever o que se pensou.
Colocar pra fora aquele momento crucial em que se sentiu vontade em dizer "vá-pra-puta-que-o-pariu", pobre mãe, muitas vezes não tem nem culpa de ter um filho assim e ainda é ela quem é xingada. Porque não dizemos "vá-pra-mãe-de-família-que-o-pariu, desgraçado". Seria mais justo, provavelmente.
Então um beijo a todas as putas que são mulheres boazinhas xingadas sem merecer. Um dane-se a quem tentar me subornar. Hoje eu não quero palavras doces, nem demostrações de nada. Perderam-se o sentido na verdade. Não quero olhar pra detalhes, nem vou colocar perfume nos papéis de carta. Hoje não se terá casa arrumada. O dia está péssimo para se sorrir ou termos qualquer atitude boa para com o próximo, hoje serei egoísta. Não vou sair daqui, da-minha-cama-quente. Me dói o coração pensar há pessoas que morrem de fome, que estão ao-deus-dará por aí. Hoje eu não quero ser medíocre, não vou me levantar, desse dia eu não quero existir. Hoje não poderão me acusar de desperdício, de birra e de grosserias. Hoje eu não estarei entre vós, e amanhã também não. Pensando bem, estou tirando umas férias das tolíces dos homens e dos amores burros dessa Terra, vou pra um reino distante chamado "aqui-não-se-existe-finais-felizes" vulgo, realidade. Adeus humanos.
Laryssa Galdino
em
Eventuais Crônicas.

sábado, 27 de setembro de 2008

Pre-gui-ça...

Lila abriu a janela hoje, vio os carros passando realmente velozes na rua, domingo de manhã a rua não é muito movimentada, então uns pervertidos com os carros cheios de adesivos do tipo "MORAL", ou "GOSTOSÃO" passam pra lá e pra cá na rua que fica bem abaixo da janela do quarto dela. "Odeio esses garotos" - é tudo que ela consegue pensar enquanto meio sonolenta caminha em direção à pia do banheiro para lavar seu rosto. Ela adora a combinação de água e sua pele, realmente algo que a faz esquecer todos os seus problemas juvenis.
Ontem ela tirou zero em outra prova de matemática, não entende porque essas coisas acontecem, ela até estudou dessa vez, mas realmente sua vocação não se liga aos números. Para compensar o péssimo desempenho em cálculo, ela recebeu uma boa notícia: seus poemas foram aceitos por uma badala revista, brevemente a THE FASHION GIRLS publicará em coluna especial os textos de Lila Mosh.
Claro, não é nenhuma revista de porte realmente cultural, é mais uma daquelas porcarias que dizem como as garotas devem se vestir e como conquistar um gatinho na balada, "Não é nenhuma grande estréia na academia de Letras, mas pelo menos é um começo" - pensou positiva. Ela sempre era assim: otimista. As coisas podiam está prestes a emplodir e se findarem numa verdadeira desgraça, mas ainda acreditava que algo de bom aconteceria no meio do caos.
Lila odeia outra coisa além de ser acorda com o "vruuum" dos carburadores daqueles carros patéticos, odeia se sentir inútil. Ela olhou pra cima da mesinha ao lado da cama, e vio umas coisas pra estudar, ela sabe que vai ter prova, mas ela está com alguma coisa impregnada em sua coluna esse fim de semana, e o nome dessa coisa a-estimulante é PREGUIÇA.
Alguém aí sabe como se faz pra mandar a preguiça dá o fora? (...) Lila Mosh e Laryssa Galdino não sabem. Então, acho melhor eu ir estudar para não ter o mesmo desempenho que ela nas provas da semana que vem.

Laryssa Galdino
em
(Crônicas com Personagens)

domingo, 21 de setembro de 2008

A escolha é toda NOSSA.

Seu corpo estava lá, seus olhos até tentavam prestar atenção em toda programação planejada pelo pastor e os outros membros orgulhosos com a reforma do templo, mas seu pensamento voava em algum reino distante. Lembrou-se de como a vida era simples em sua concepção, e em porque ela amara tanto a Deus.

Quando criança ela gostava de ir para igreja porque lá encontrava várias amiguinhas de mesma idade, pessoas com quem ela poderia conversar sobre coisas de comuns às crianças e brincar debaixo dos bancos que pareciam tão grandes , mas agora são de tamanho normal.

Hoje ela ainda vai porque gosta, mas não mais para brincar. Até por que hoje ela está bem grandinha, e dia a pós dia ela descobre que a teoria é diferente da prática, que apenas analisando os dois se pode tomar uma boa decisão.
Não A boa decisão esperada por todos, mas uma que lhe sirva, que a faça se sentir um ser humano feliz e melhor. Não melhor que os outros, mas melhor para si mesma.
Uma coisa que lhe chateia profundamente, é essa mania que alguns crentes têm de querer converter a todo mundo, ela não acha que as coisas são bem assim, afinal o próprio Jesus que disse "vinde a mim" logo, venha quem quiser certo?
Aparentemente simples não é mesmo, como a sua visão de quase tudo. Não gostara muito de complicar as coisas, na verdade, para ela tudo cabia num breve espaço de uma explicação e o melhor consolo era um abraço e o melhor carinho aquele que fosse sincero!
Então, que importa a visão de mundo de cada um, se na real mesmo o que define a maioria dos itens relacionados vida são nossas próprias escolhas, espero apenas que escolhamos certo, mas como sendo o que ACHAMOS certo. E esse ACHAR pode ser ainda melhor se respeitarmos aquilo em que acreditamos.



Laryssa Galdino

domingo, 14 de setembro de 2008

O que fazer do Futuro?

Eu sempre defendi a idéia de que temos todas as escolhas necessárias em nossas mãos. Tudo que seremos e queremos e faremos, depende dessas escolhas que apenas NÓS podemos optar. É lógico que às vezes as coisas não saem como o planejado, mas até nesses momentos de incerteza e confusão temos uma escolha em nossa frente: o desespero ou o retomar do controle. O problema quase sempre não é as escolhas que temos, mas as escolhas que não sabemos fazer. Àquelas que colocam em "cheque" nossos planos, as pessoas que amamos e até as pessoas que nem conhecemos. Essas escolhas que mexem com a nossa vida, podendo melhorá-la ou definitivamente torná-la um caos, são as que mais me perturbam.
Eu decidi alguns aspectos de minha vida, mas sabe, está tudo diferente agora, como se uma decisão boba tivesse virado de pernas pro ar minhas certezas, me ensinando que qualquer decisão, por menor que seja não é menos importante. E que deve ser tomada com o mesmo cuidado e atenção de todas as outras consideradas grandes-decisões.
Sabe, são questões tão elementares, dúvidas comumentes abordadas... coisas sobre as quais eu pensei que não iria mais me preocupar. Como o que vou ser? (Não, eu não serei a mulherzinha do tempo só porque estou cursando meteorologia. E também não serei escritora, porque não escrevo tão bem assim, e não serei poeta por que não choro de amor, choro de raiva, às vezes e quando necessário).
O tempo me tornou insensível, um pouco. Me surpreendo o quanto sou fria e inerte em certos momentos. Sou na verdade uma coisa rara, uma mistura de sensíbilidade com a mais dura pedra. Apesar de ser difícil de penetrar meu coração, é super fácil de magoá-lo e entristecê-lo. Alguns preferem dizer que levo tudo a sério, acho que é verdade. Não consigo pensar em outra frase que defina minhas variações de humor. Mas não acho isso ruim, pelo contrário... se eu levo tudo a sério talvez seja porque eu mereça ser levada a sério também. E se a maioria das pessoas vivem brincando, isso faz de mim parte de uma minoria que na maior parte do tempo está vivendo-sério.
Detesto frases incompletas, coisas que não fazem muito sentido se não forem continuadas, detesto os gráficos pela metade e com saltos no comportamento. Não gosto de indiretas também, de traços que formam olhos com indignação por uma coisa que eu não entendo o porquê. Eu não me acho culpada de certos casos, não acho que eu esteja errada por preferi um caminho diferente da maioria.
Talvez eu não tenha formatura, eu queria ter, mas ainda é cedo demais para pensar nisso, é cedo pra pensar em tanta coisa e ainda assim eu sinto como se o tempo estivesse passando por mim numa velocidade assustadora e que se eu não fizer alguma coisa o quanto antes... eu perderei todas as oportunidades e provavelmente ficaria sem nada pra fazer. (drama)
Porque quando estamos de TPM, as mulheres ficam se questionando sobre tudo e se tudo vale a pena? É uma coisa que eu também detesto,"Acho que é só porque o medo fica aflorado em nossas mentes, qualquer coisinha pode se tornar uma grande coisa e daí vem os questionamentos que parecem não ter fim". Geralmente são questionamentos que não duram mais que uma semana, mas ao persistirem os sintomas... procure um prédio e olhe a cidade lá de cima, respire um pouco e tente relaxar porque o stress pode te matar.

"A gente morre uns dias depois do nosso enterro"

Algorítmo de um diálogo
1 - Aproxime-se com gentileza da pessoa
2 - Comprimente-a usando um bom dia/ boa tarde/ boa noite, ou um simples olá
3 - Sorria
4 - Pergunte o que você realmente gostaria de saber
5 - Agradeça.

(Adoraria se todas as pessoas do mundo agissem basicamente assim). Na verdade, acho que o futuro só existirá se a gente for civilizado o bastante, se considerarmos que os outros têm sentimentos e que por isso devem ser tratados com um pouco mais de consideração e afim.


"Se a solidão vier, tente se apaixonar... porque (você) tem de ser alguém que se vale a pena amar." - Danni Carlos
Laryssa Galdino

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Uma viagem ao Sudeste.

São Paulo foi maravilhoso, mas não poderia eu deixar de falar sobre uma cidade que realmente marcou minha vida, uma família também por assim dizer. São José dos Campos e a família tem como mãe a senhora Sílvia... eu nunca esquecerei o carinho de todos, a beleza do lugar. São José dos Campos "inté" parece uma cidade de fina, de clima frio porém bastante agradável. Enquanto eu passeava de uma rua a outra, olhava tudo pela janela do carro, pensei em como é bom viajar e em como existe gente legal no mundo. Quero morar em São José dos Campos, foi a convicção que tive ao voltar para a casa da Sílvia.
O alojamento do Ginásio Ibirapuera, fora o lugar para onde retornávamos após dias inéditos com longas caminhadas, que quase sempre contiam a avenida Paulista, que é simplesmente surpreendente. Um café na padaria, uma longa subida íngreme, uma reta e finalmente chegávamos ao centro de convenções Frei Caneca, que diga-se de passagem era conhecido pelos nativos da região como Gay Caneca, mas prefiro não comentar isso, afinal não quero que meu blog seja processado. [risos]
São Paulo é uma cidade mesmo incrível, ao contrário do que me pintarão, eu não fiquei com medo dos enormes prédios e o ar por sorte não estava tão preto-poluído. Acho que me acostumei com aquele lugar, principalmente pela sensação de que O TEMPO NÃO PASSA EM SÃO PAULO. O congresso também fora maravilhoso, conheci muitas pessoas interessantes e aprendi muito como aspirante a meteorologista e como pessoa Laryssa.
Conheci um motorista de táxi legal, um safado e um enrolão... andar de táxi em São Paulo pode ser um pouco duído no bolso ou aos ouvidos =/ já que alguns conversam tanta bobagem. Andar de metrô é mais legal, as pessoas não têm tempo para se observarem, não percebem umas às outras suas caras e bocas, é divertido e estranho, olhar como existe tanta gente diferente em um mesmo lugar.
Tenho um arrependimento: Não ter ido ao cinema de São Paulo, é... eu não fui, mas tudo bem porque planejo voltar por lá em breve... e escrever mais sobre lá também... afinal, foram muitos lugares e muitas coisas novas para escrever. Cheguei a conclusão de que é muito bom respirar novos ares e conhecer novas pessoas, vi tantas coisas legais que foi como dá um choque em meu cérebro, novas cores, outras mil palavras... sotaques, jeitos, lugares. Sinto como se meu mundo criativo tivesse sido completamente renovado, continuando com a mesma essência obviamente, mas cheio de novas histórias e estórias que espero pouco a pouco contar às pessoas ou meramente eternizar em alguns textos pelo blog.




Laryssa Galdino